11/01/2018 às 09h53 - Artigos

EDITORIAL: O Brasil no rumo certo

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta quarta-feira, ficou em 2,95% no ano passado – menor nível desde 1998 (1,65%). A informação é animadora.

Por: JornaldaCidade.Net

O Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão informou ontem que o resultado da inflação de 2017 mostra que o país pode dar continuidade ao processo de recuperação do crescimento econômico.  Segundo a nota pública da pasta, 2017 “terminou com resultados favoráveis no campo econômico”. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta quarta-feira, ficou em 2,95% no ano passado – menor nível desde 1998 (1,65%). A informação é animadora.

Diz ainda a nota que “saímos da maior recessão da nossa história, com dois anos seguidos de queda no PIB [Produto Interno Bruto], voltamos a gerar empregos e a inflação, como divulgada hoje pelo IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], mostrou recuo de maneira significativa”. “Com a inflação sob controle, o país pode dar continuidade ao processo de recuperação do crescimento econômico em curso gerando empregos e aumentando a renda das famílias”, acrescenta o texto.

Os dados divulgados pelo IBGE mostram que o resultado positivo da inflação, segundo o Planejamento, deve-se a diversos fatores, entre eles a desaceleração nos preços livres, que passaram de 6,54%, em 2016, para 1,35%, em 2017, com recuo na inflação de serviços de 6,47%, em 2016, para 4,52%, em 2017. A variação dos bens apresentou deflação, de 1,42%, ante alta de 6,63%, em 2016. 

O destaque foi ainda a deflação do grupo alimentos e bebidas, cuja variação foi de -1,87%, em 2017. Em 2016, o mesmo grupo registrou alta de 8,61%. Desde 2010, a inflação dos alimentos e bebidas ficava, em média, superior a 9%. Os números não mentem e mostram que há uma forte preocupação em manter a inflação dos alimentos em baixa, o que facilita o acesso dos brasileiros aos produtos.

A taxa de inflação ficou abaixo do centro da meta, de 4,5%, o que não ocorria desde 2009, e, pela primeira vez, abaixo do limite inferior de tolerância, de 3%.

O Banco Central, devido ao resultado, terá que justificar o descumprimento da meta de inflação, mesmo que esse descumprimento tenha sido para baixo. A carta aberta do Banco Central a ser enviada pelo presidente da instituição, Ilan Goldfajn, ao presidente do Conselho Monetário Nacional, ministro Henrique Meirelles, seria divulgada na quarta-feira. Estava prevista uma fala do presidente com a imprensa.

Parte do regime de metas para a inflação no Brasil, a carta aberta é um instrumento pelo qual o Banco Central presta contas à sociedade sobre o cumprimento das metas fixadas pelo CMN. Esta é a primeira vez que a meta é descumprida por ficar abaixo do piso. A meta ficou acima do teto quatro vezes: 2001, 2002, 2003 e 2015.

Os sinais do início da recuperação econômica brasileira no final de 2017 apontam para a possibilidade de bom desempenho do país em 2018. É esse o desejo de todos que acreditam que o Brasil está no rumo certo.

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