06/04/2018 às 12h08 - Artigos

Como sair do atoleiro das dívidas?

O estudo aponta que a proporção de famílias endividadas se manteve estável nos 61,2%.

Por: JornaldaCidade.Net

As facilidades na aquisição de um cartão de crédito, e os juros abusivos cobrados, acabam empurrando muitas famílias para o atoleiro das dívidas. No Brasil é cada dia maior o número de pessoas endividadas, com problemas em quitar o cartão de crédito. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), feita pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostra que o cartão de crédito é o principal compromisso financeiro para 76,4% das famílias endividadas.

O percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso aumentou em março pela primeira vez no ano, atingindo 25,2%, uma alta de 0,3 ponto percentual. O percentual das famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso, ou seja, que permaneceriam inadimplentes, passou de 9,7% em fevereiro para 10% em março, apresentando queda em relação aos 10,4% de março de 2017. A alta é influenciada pelo efeito sazonal provocado pelos gastos de fim de ano. 

O estudo aponta que a proporção de famílias endividadas se manteve estável nos 61,2% de fevereiro, o mesmo não acontecendo quando a comparação é com março do ano passado, com o indicador subindo 0,4 ponto percentual. Depois do cartão de crédito, responsável pelos 76,4% do endividamento das famílias, vêm os carnês, com 16,6% e, em seguida, o crédito pessoal, que responde por 10,4% do endividamento familiar.

Os dados indicam que a proporção das famílias que se declararam muito endividadas também aumentou em relação a fevereiro, passando de 13,6% para 14,1% do total de entrevistados, uma alta de 0,5 ponto percentual. Já na comparação anual houve queda de 0,6 ponto percentual nesta proporção dos muitos endividados. Já do ponto de vista do prazo do endividamento, o tempo médio de atraso para o pagamento de dívidas ficou, em março, em 64,4 dias, inferior aos 64,8 no mesmo período do ano passado.

O maior problema, sem dúvida, é o cartão de crédito. Uma pesquisa mostrou que 35% dos consumidores fizeram uso do cartão de crédito para realizar alguma compra em fevereiro e um em cada quatro usuários entraram no rotativo (24%), sendo que 10% pagaram um valor entre o mínimo e o total. 

A maioria (72%) afirma ter pago o valor integral da fatura. Os dados são do Indicador de Uso do Crédito, apurado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas. Os atrasos no rotativo custam muito caro e o consumidor precisa ter consciência disso. O pagamento do mínimo não é algo com que se deve contar, sob pena de ver a dívida crescer muito rápido. É preciso muito cuidado no uso do crédito, observar os juros e se a dívida cabe no orçamento.

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