31/08/2018 as 07:42

Artigos

EDITORIAL: Opções em investigação

As últimas pesquisas eleitorais da esfera presidencial tornadas públicas apontam para a definição do novo comandante do Poder Executivo em disputa de segundo turno.


As últimas pesquisas eleitorais da esfera presidencial tornadas públicas apontam para a definição do novo comandante do Poder Executivo em disputa de segundo turno, previsto para acontecer no dia 28 de outubro. No dia 7 do mesmo mês será definido quem estará no confronto final.


As pesquisas e alguns especialistas apostam que a disputa do segundo turno será entre o candidato Fernando Haddad (PT), apoiado pelo ex-presidente Luiz Inácio da Silva, e Jair Bolsonaro (PSL), o nome que teria o aval dos segmentos conservadores do Brasil, alguns dos quais ligados ao Exército.


Mas nos últimos dias o tucano Geraldo Alckmin tem se exposto convicto de que ele e Haddad vão disputar a final, quando os apoios dos derrotados serão essenciais na definição do vencedor.


Alckmin tem uma coligação imensa lhe dando sustentação. Estão no grupamento PSDB, PTB, PRB, PP, PR, DEM, SDD, PPS e PSD. Isso é bom para ele, pois garante maior tempo no horário gratuito e ainda palanques em vários Estados. Mas o ex-governador de São Paulo é conhecido por não empolgar a plateia, é um político insosso, um “picolé de chuchu”, como o apelidou o colunista José Simão. Ainda assim, governou o mais rico Estado brasileiro.


O ex-governador de São Paulo, embora aparente a fisionomia de um político puro, honesto e trabalhador, pesa contra ele uma série de acusações que estão sendo investigadas pela Operação Lava Jato.


Haddad é um petista moderado. Já foi ministro da Educação e prefeito de São Paulo (2013 e 2016). Na última segunda-feira foi acusado pelo Ministério Público de improbidade administrativa no período em que governou a capital paulistana. Ele nega a acusação de enriquecimento ilícito.


Caso venha a ser confirmado como o substituto de Lula, Haddad fará a sua campanha usando o nome e a imagem do ex-presidente, que conta hoje com mais de 50% dos votos dos nordestinos e tem boa colocação no Norte do Brasil, além de aparecer como primeiro colocado nas pesquisas com percentuais que variam de 37% a 39%.