06/09/2018 as 07:40

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EDITORIAL: Sarampo preocupa

A enfermidade é uma das principais responsáveis pela mortalidade em crianças com menos de cinco anos, sobretudo as desnutridas.


O Ministério da Saúde divulgou balanço nacional que mostra que os casos de sarampo já somam um total de 1,5 mil no Brasil. O número de casos da doença foi consolidado a partir de levantamentos das secretarias estaduais, que ainda revelaram que 7.513 situações estão em investigação. Em Sergipe foram detectados dois casos, um dos quais teria sido notificado como do Amazonas.


Os dados mostram ainda que há um surto da doença atingindo dois estados da região Norte, o Amazonas, com 1.232 casos confirmados; e Roraima, com 301, sendo que 74 ainda estão sendo investigados.


A proliferação da doença nessas duas unidades da federação está relacionada à importação, já que o genótipo do vírus (D8) que está circulando no país é o mesmo que circula na Venezuela, país que enfrenta um surto da doença desde 2017, segundo o governo federal.


Mas os casos importados não ficam só por aí. Alguns casos isolados e relacionados à importação também foram identificados em São Paulo (2), no Rio de Janeiro (18), no Rio Grande do Sul (18), em Rondônia (2), Pernambuco (4) e no Pará (2).


Em nota pública, o Ministério da Saúde diz que está acompanhando a situação e prestando o apoio necessário aos estados. Cabe esclarecer que as medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, estão sendo realizadas em todos os estados.


Pelo balanço atualizado, oito pessoas morreram por sarampo em Roraima, sendo três estrangeiros e um brasileiro, e quatro no Amazonas, todos brasileiros.


O sarampo é uma doença infectocontagiosa causada por um vírus chamado Morbillivirus. A enfermidade é uma das principais responsáveis pela mortalidade em crianças com menos de cinco anos, sobretudo as desnutridas e as que vivem nos países em desenvolvimento.


O sarampo é propagado por meio das secreções mucosas (como a saliva, por exemplo) de indivíduos doentes para outros não-imunizados. A transmissão é diretamente de pessoa a pessoa, por meio das secreções do nariz e da boca expelidas pelo doente ao tossir, respirar, falar ou respirar.


O período de incubação dura entre 8 e 13 dias. Depois começam a aparecer os principais sintomas, com o aparecimento de pequenas erupções na pele de cor avermelhada, febre alta, dor de cabeça, mal-estar e inflamação das vias respiratórias, com presença de catarro. Não existe tratamento específico para o sarampo, apenas podem ser combatidos os sintomas.