09/10/2018 as 07:47

Artigos

EDITORIAL: Pesquisas suspeitas

Os números divulgados através de pesquisas não coincidiram com aquilo que disseram as urnas.


Dá para confiar nos resultados das pesquisas eleitorais realizadas no Brasil? Por que os dados delas raramente são confirmados pela realidade das urnas? Essas são algumas das perguntas que os eleitores brasileiros e os candidatos andam se fazendo desde os pleitos eleitorais dos anos de 1980.


Nas eleições deste ano de 2018 as desconfianças em relação aos institutos aumentaram bem mais. Os números divulgados através de pesquisas não coincidiram com aquilo que disseram as urnas. E as desconfianças vão continuar aumentando sempre, pois o vício do erro é sempre visível.


Em Sergipe, por exemplo, o candidato a governador pelo PSB, Valadares Filho, e o seu pai, senador e candidato à reeleição Antônio Carlos, eram apontados como as opções preferenciais dos eleitores. Muitos políticos estranhavam. Mas os institutos não.


Abertas as urnas, o governador e candidato à reeleição Belivaldo Chagas estava com 40,8% dos votos e Valadares Filho com apenas 21,4%. Ou seja, Belivaldo tinha quase o dobro daquele que era apontado nas pesquisas como o governador dos sonhos dos sergipanos. Na véspera do pleito foi anunciado Valadares Filho com 29% e Belivaldo com 28%.


O senador Valadares, desde a primeira pesquisa eleitoral deste ano, era reconhecido por todos os institutos e, por isso pelos políticos, como o primeiro colocado. Os demais candidatos teriam que “brigar” pela segunda cadeira de Sergipe no Senado Federal.


Quando o Tribunal Regional Eleitoral deu início à divulgação dos números da eleição para o Senado, o delegado Alessandro e o presidente do PT, Rogério Carvalho, nessa ordem, seguiram na frente e foram os eleitos. Antônio Carlos, André Moura e Jackson Barreto, nomes mais reconhecidos politicamente no Estado, ficaram lá atrás,
Esse tipo de situação leva a perguntar: vale a pena confiar nesses institutos que realizam pesquisas eleitorais em Sergipe? Por que eles erram tanto? Erram para agradar a quem está pagando as pesquisas? Os erros são motivados por metodologias ultrapassadas ou por armações previamente definidas?
Sinceramente, não dá para os sergipanos darem crédito a quem não merece.