15/05/2019 as 07:39

ARTIGOS

EDITORIAL: A China mais próxima

O governo brasileiro tem expectativa de receber uma proposta da China para participar do programa de investimentos chineses que tem sido chamado de “nova rota da seda”.


O vice-presidente Hamilton Mourão revelou que o governo brasileiro tem expectativa de receber uma proposta da China para participar do programa de investimentos chineses que tem sido chamado de “nova rota da seda”. Mourão viaja na quinta-feira, 16, para a China. Lá, ele participa da reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban).


Em algum momento da campanha e depois da posse, o então candidato e depois presidente Bolsonaro foi grosso nas referências à China. Esse discurso já foi esquecido pelo Brasil e agora a meta é fortalecer a aproximação em busca de investimentos.


Mourão comentou que ficará na expectativa sobre a propostas que os chineses irão apresentar. Só depois, quando o presidente Jair Bolsonaro for em agosto para a China, é que poderá ter uma decisão sobre nossa participação brasileira.


O vice-presidente, que sempre defendeu o bom relacionamento comercial, lembra que o acordo e os investimentos precisam abranger áreas de interesse para o Brasil. Mourão destaca que o investimento tem que vir aonde nós queremos e tem que ser um investimento que contrate brasileiros e não chineses. É isso que o Brasil precisa. Gerar empregos e renda é essencial para superarmos a nossa crise.


A Cosban é uma instância de cooperação e diálogo regular de alto nível entre Brasil e China, mas as reuniões não acontecem desde 2015. No Brasil, a missão é presidida pelo vice-presidente da República. Além de compromissos no âmbito da Cosban, na China Mourão também se encontra com o presidente Xi Jinping.


O vice-presidente destacou o interesse do gover no brasileiro em iniciar um relacionamento de confiança com os chineses. Ele deixa claro que é preciso que os chineses entendam que brasileiros têm a China como um parceiro estratégico, são nosso maior fluxo comercial. O Brasil precisa atuar como parceiro e sem preconceito com a China e os chineses.











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