05/06/2019 as 08:03

ARTIGOS

EDITORIAL: Turismo é prioridade!

O ministério do Turismo considera importante aprimorar a atração de investimentos no setor.


O Governo Federal começa a notar que o turismo precisa ser tratado com uma atenção especial. E é pensando no potencial que esse setor representa que a União busca ações para fomentar um setor que gera empregos e impulsiona a economia. Nesse período de crise se torna necessário aplicar medidas para fazer o setor se recuperar.


Os números para este ano são promissores, apesar da crise. O relatório da Organização Mundial do Turismo (OMT), divulgado em janeiro, já projeta, para 2019, um crescimento de 3% a 4% no turismo mundial, mas os países sul-americanos ainda não conseguem acompanhar o índice global.


De 2017 para 2018, por exemplo, o turismo cresceu 6% em todo o mundo, mas na América do Sul o aumento ficou em 3,2%, sendo que o Brasil cresceu apenas 0,5%. Com destinos exuberantes em recursos naturais, cenários tão variados, capazes de agradar a diferentes públicos, e um clima que favorece o turismo durante todo o ano, o Brasil ocupa a primeira colocação no quesito recursos naturais no Ranking de Competitividade em Turismo do Fórum Econômico Mundial, o que garantiu a 27ª colocação entre os 136 países avaliados em 14 quesitos.


Em maio, foi publicado o decreto do Plano Nacional de Turismo 2018-2022, que prevê ações em quatro frentes: gestão e monitoramento, infraestrutura, qualificação de mão de obra e sustentabilidade. Dentre as ações previstas, algumas já implementadas por meio de decreto receberam o aval do Congresso Nacional, como é caso da abertura total de capital estrangeiro nas empresas aéreas brasileiras.


Com a aprovação da medida provisória 863/2018 nas duas Casas, o limite de participação do capital externo, que era de 20%, deixa de existir.


O ministério do Turismo considera importante aprimorar a atração de investimentos no setor. E uma das medidas é transformar a autarquia em agência para o desenvolvimento do turismo. O ministério acena com a possibilidade de ouvir as secretarias de Turismo de estados e municípios, os trades [investidores] de turismo nacional e internacional e o quadro de técnicos. Será sábio ouvir sugestões. O turismo precisa ser gerido com a participação do trade.