31/07/2019 as 08:01

ARTIGOS

EDITORIAL: Um Brasil solidário

No caso dos sírios, a onda ocorreu por eles estarem vivendo um dos maiores conflitos do mundo atual.


Quando se fala em destino para refugiados na América do Sul, o primeiro país escolhido é o Brasil. Venezuelanos, haitianos, sírios e cidadãos de países que enfrentam guerras ou crises humanitárias têm sido abrigados em solo brasileiro, um gesto solidário que sempre foi a marca dos brasileiros.


Atualmente, o Brasil contabiliza (dados de dezembro de 2018) 11.231 refugiados já reconhecidos. Desse total, 72% são homens e 28% mulheres.

Naquele mesmo mês, havia 161.057 solicitações de reconhecimento da condição de refugiado.


Dos refugiados já reconhecidos, 36% são sírios; 15% congoleses; 9% angolanos; 7% colombianos; e 3% venezuelanos.


Há, no mundo, 25,9 milhões de refugiados. Ao final de 2018, cerca de 70,8 milhões de pessoas foram forçadas a deixar seus locais de origem, motivadas por diferentes tipos de conflitos.


Os dados atualizados sobre solicitações de refúgio e reconhecimento da condição de refugiado no país, bem como números recentes sobre a conjuntura de refugiados no Brasil e no mundo, mostram que 67% dos refugiados no mundo vieram de três países: Síria (6,7 milhões), Afeganistão (2,7 milhões) e Sudão do Sul (2,3 milhões).


Em 2011, o Brasil já havia reconhecido 4.035 refugiados, número que chegou a 7.262 em 2014 e a 11.231 em 2018. Três ondas migratórias recentes chamam mais atenção no Brasil: a do Haiti, iniciada em 2010, a de sírios e a dos venezuelanos.


A onda migratória se estendeu fortemente até 2016 e agora, mais recentemente, voltou a ter um número considerável.


No caso dos sírios, a onda ocorreu por eles estarem vivendo um dos maiores conflitos do mundo atual, pelos laços históricos que sua população tem com o Brasil, e pelas facilidades para obtenção de visto, autorização de residência e refúgio.


Que o Brasil continue com sua vocação para receber povos em migração, gente que busca um novo recomeço, um novo lar.