13/06/2018 as 07:47

Tempo

Chuvas agravam problemas de buracos

Crateras já tomam conta das ruas e avenidas de Aracaju, causando prejuízos a motoristas e pedestres.


 Por Diego Rios

Nem bem teve início o período de chuvas, os motoristas que transitam pelas diversas vias de Aracaju já começam a pedir socorro. A incidência dos buracos é visível, principalmente nas avenidas com grandes corredores do transporte coletivo.


Ao longo de uma das principais avenidas da capital, a Tancredo Neves, é possível visualizar alguns buracos, porém, o que mais incomoda nessa via são os desníveis provocados pelo recapeamento asfáltico, os conhecidos “remendos”.


Para o motorista de aplicativo Jacinto Silva, o asfalto ofertado na Avenida Tancredo Neves tem sido um dos motivos constantes de suas dores de cabeça.

                                                  


“Já tive um pneu rasgado aqui na avenida, durante o período noturno, por conta desse asfalto desnivelado. A prefeitura bem que devia pagar o meu prejuízo, sem contar o transtorno de estar numa avenida movimentada como essa, atrapalhando o trânsito e sendo constrangido pelas buzinas”, lamenta Jacinto.


Apesar da reclamação do motorista, a Avenida Tancredo Neves não está entre os piores locais para se transitar na capital. Continuando o percurso, a poucos metros dela, o motorista chega à Avenida Euclides Figueiredo.

Famosa pela quantidade de obstáculos a serem superados, a Avenida Euclides Figueiredo, atualmente, parece um cenário de guerra, apesar de já ter sido bem pior. E olhe que esse passado não é tão distante assim.

Antes do início das obras de drenagem e esgotamento sanitário do Loteamento Moema Mary, que fica localizado às margens da Euclides, o que se via era um rio de lama. Quando chovia, os carros eram impedidos de trafegar e os que se aventuravam acabavam ficando pelo caminho. Já nessa época, os buracos faziam parte do cenário e em quantidades bem superiores.


“Da outra vez começou assim. Ontem à noite presenciei um motoqueiro passar pelo buraco e cair. Sem chuva mesmo. O cara não vê o buraco, aí é frear e bater. Uma vergonha dessa, o tempo todo assim. No Moema Mary está tudo inacabado, desce a areia e entope aqui embaixo. E a gente comerciante fica no prejuízo, porque quem tem um tênis limpinho não quer vir para a academia para não sujar, tem aqueles que não querem colocar o carro na lama”, afirma Marivânio Azevedo, proprietário de uma academia em frente ao maior buraco da avenida.


Quem também necessita passar todos os dias pela Euclides Figueiredo é Gicélia dos Santos. Ela mora no Moema Mary e sai de casa em sua bicicleta em meio a uma enorme quantidade de lama. “Muitos buracos. Agora está terrível, é difícil. De bicicleta, a pé, de todo jeito é ruim”, pontua a moradora.


Segundo o assessor de Comunicação da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), Ademar Queiroz, o Programa Tapa-Buraco realizado pela prefeitura tem sido cada vez mais presente em todos os locais onde se constata algum problema.


“Os trabalhos do Tapa-Buraco continuam nesse período e quando não está chovendo a gente intensifica. As prioridades são os corredores de transporte público. Hoje mesmo (ontem) tem equipe lá na Euclides e no Centro da cidade”, explica o assessor.
Apesar das colocações de Ademar, o comerciante Valdeck Reis afirma que há uma semana a Emurb esteve no local para realizar uma obra de drenagem e deixou o local escavado sem a manutenção devida.


“O risco de acidente aí está iminente. Toda hora os motoristas querem desviar dos buracos e acabam quase que esbarrando nos outros carros. A Deso já furou outro buraco lá na frente, esse aqui foi a Emurb. Esse serviço de drenagem foi feito na semana passada e ninguém voltou para tapar o buraco”, acusa o comerciante.


Assim como as avenidas Tancredo Neves e Euclides Figueiredo, é possível encontrar buracos e desníveis em outros bairros da capital.