09/07/2018 as 13:19

Alternativas

Grupo quer evitar paralisação da Fafen

Foi realizada na última quarta-feira, a primeira reunião da comissão para apresentar alternativas ao encerramento ou hibernação das atividades da FAFEN/SE.


Grupo quer evitar paralisação da FafenFoto: Divulgação

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da Ciência e da Tecnologia, SEDET, com interlocução direta de outros órgãos e entidades da Administração Pública, realizou, nessa quarta-feira, 04/07, a primeira reunião da comissão para apresentar alternativas ao encerramento ou hibernação das atividades da FAFEN/SE. Durante a ocasião, foram demonstrados dados estatísticos que sugerem que a decisão da paralisação das atividades pela empresa faz parte de uma estratégia de negócio da Petrobras, não necessariamente atrelada à existência de prejuízo financeiro.
Embora alegue que os preços de insumos, como gás natural, seja um fator determinante na piora dos resultados, segundo apresentado durante a reunião, a produção de fertilizantes nitrogenados agrega valor ao combustível e proporciona o aproveitamento dos grandes volumes de gás, oriundos dos campos produtores de petróleo. Tal fato demonstra a geração de um ciclo econômico perfeito, do ponto de vista da produção, arrecadação de impostos e geração de uma economia produtiva, englobando fornecedores, prestadores de serviços e empresas que dão suporte às operações.


Assim, segundo José Augusto, secretário da SEDETEC, “não é correto afirmar, sob ponto de vista isolado, que a FAFEN-Se gerou prejuízo financeiro para a Petrobras, que, ao mesmo tempo em que administra a fábrica, é também a única fornecedora do gás natural utilizado em suas operações, cujo preço praticamente dobrou nos últimos dois anos”.


Durante essa primeira fase do estudo, observou-se que a decisão de fechamento da Fafen impõe ao governo uma série de fatores complicadores, como o emprego de trabalhadores diretos e indiretos envolvidos com a produção dos fertilizantes, estimados em mais de mil empregos, causando um forte impacto social e, além disso, reflete diretamente na cadeia produtiva do setor, provocando consequências muito negativas para os negócios das fábricas misturadoras, instaladas no entorno da Fafen-Se e para os clientes de ureia fertilizante e ureia pecuária de Sergipe e dos demais estados do nordeste.


Para José de Oliveira Júnior, assessor especial de políticas de desenvolvimento do Governo do Estado, “não é possível mensurar a existência de prejuízo utilizando, como parâmetro, apenas os dois últimos anos de um projeto elaborado para durar décadas”.


As conclusões do grupo demonstram que a decisão de fechamento da empresa é equivocada, considerando que o momento atual pede que a produção de ureia seja ampliada, pois o Brasil, quarto maior consumidor de fertilizantes do mundo, produz apenas 20% do necessário para suprir sua demanda interna, sendo que a produção agrícola, que depende do insumo, é responsável por parte significativa do PIB do país, de 25 a 30%, e que, além disso, o país está entre os cinco principais países produtores de leite, carne de porco, carne bovina e outros produtos de origem animal que também se utilizam da ureia como insumo.


Participaram da reunião Eugênio Dezen, Presidente da Sergas, Jose Matos Lima Filho, Presidente da Codise, Janio Dias, vereador de Laranjeiras, Rosildo Silva, especialista, Alexandre Conrado, representate da FIES, Marcelo Menezes, assessor da SEDETEC, Ricardo Lacerda e José de Oliveira Júnior, representantes do Governo do Estado e Erivaldo Santos, representante da SEFAZ, além do Secretário da SEDETEC, José Augusto.