08/08/2018 as 07:37

Encontro

Trabalho infantil ainda é uma realidade

Jovens sergipanos participam da primeira edição do Esapeti.


Trabalho infantil ainda é uma realidadeFoto: Jadilson Simões/Equipe JC

O trabalho infantil ainda é uma realidade em vários Estados brasileiros e em Sergipe não é diferente. Para tentar mudar essa realidade, os jovens sergipanos participaram na tarde de ontem do I Encontro Sergipano de Adolescentes pela Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Esapeti) promovido pelo Comitê Nacional de Adolescentes e Jovens pela Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Conapeti). Sergipe é o 11º primeiro Estado contemplado pelo movimento. O encontro aconteceu na Escola Superior da Advocacia (ESA-OAB/SE), em Aracaju.


Presente ao evento, o procurador do Ministério Público do Trabalho no Ceará e mobilizador nacional dos comitês de adolescentes contra o trabalho infantil, Antonio de Oliveira Lima, explica que o principal objetivo da realização desse encontro é a participação política social dos adolescentes em assuntos relacionados aos seus direitos, como combate ao trabalho infantil; violência sexual; violência doméstica, enfim, todas as questões ligadas às crianças e adolescentes e ao combate às violações de seus direitos.


“Dentro desse público, mais de 80% do trabalho precoce está entre os adolescentes. Como regra, o adolescente a partir dos 16 anos já pode trabalhar, mas desde que seja um trabalho protegido. Mas a maioria dos trabalhadores adolescentes trabalham sem essa proteção e a gente está buscando envolvê-los para primeiro ter a conscientização de que educação é prioridade, que nunca se deve abandonar a escola para trabalhar, se o trabalho que ele realiza mesmo sendo na idade permitida de alguma forme esteja prejudicando a educação, esse trabalho não pode continuar”, disse o procurador.


A estudante Alana Mangueira, 20 anos, integrante do Conapeti, conta que seu interesse pelo assunto começou aos 12 anos de idade, quando ela teve contato de participação em um evento sobre o assunto, no Município de Santo Amaro das Brotas, município onde ela reside. “Naquele primeiro contato eu vi a oportunidade de ser muito mais para aquelas crianças que não têm voz, e aí comecei a discutir sobre o trabalho infantil e violação de outros direitos, a partir daí me juntei com outras pessoas e ano passado criamos o Comitê Nacional e foi aí que decidimos fazer o Comitê estadual e fomentar o assunto para outros adolescentes”, comentou.


O evento é uma iniciativa do Conapeti, em parceria com o Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalhador Adolescente de Sergipe (Fepeti-SE), o Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE) e a Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Sergipe.