08/08/2018 as 07:48

Problemas

Violência nas escolas assusta professores, alunos e pais

Ameaças, assaltos e tráfico de drogas são alguns dos problemas enfrentados nas unidades de ensino espalhadas pela cidade.


Violência nas escolas assusta professores, alunos e paisFoto: Jadilson Simões/Equipe JC

Corpo diretivo, alunos e professores de todo o Estado se deparam com casos de violência mas escolas constantemente. Ameaças, assaltos e tráfico de drogas são alguns dos problemas enfrentados nas unidades de ensino espalhadas pela cidade. Um dos últimos casos ocorreu no último dia 3, na Escola Estadual Senador Walter Franco, em Estância. A vítima jogava futebol quando um homem, que não é aluno, entrou na unidade de ensino e o esfaqueou. O estudante foi encaminhado ao Hospital Regional Dr. Jessé Fontes e passa bem.


Para a presidente do Sintese, Ivonete Cruz, nunca mais ocorreram casos de grande comoção social, no entanto casos menos notórios podem estar ocorrendo nas escolas, já que este é um espaço vulnerável. Além disso, segundo ela, o que falta no Estado é uma política social que discuta as várias formas de violência.


“Não há nenhum debate de participação popular para que a gente discuta esta situação, que infelizmente é corriqueira nas escolas. As escolas estão expostas à violência. Há uma necessidade de se discutir a violência dentro e fora da escola. Esse não é um fato isolado, mas infelizmente só é dada importância ao assunto quando um caso ocorre”, disse.


Questionada sobre os casos de violência contra professores e também no contexto escolar como um todo, Ivone Cruz diz que a violência não parte só de alunos para professores, mas como também de marginais que vão para a porta das escolas roubar professores e alunos. “Isso é muito comum, os marginais vão para as portas das escolas assustar a todos. Esse é um problema grave que deve ser discutido e enfrentado”, coloca.


A professora frisa ainda que se deve trabalhar não só a violência dentro da escola, mas também aquela que vem de fora e acaba entrando no contexto estudantil. “É preciso discutir com a sociedade, com os pais, com os conselhos escolares o papel social da escola. Infelizmente, esta discussão não é algo continuado, é esporádico. Na minha avaliação e da do sindicato, a gente precisa de vigilância fora da escola. Não é necessária uma pessoa dentro, mas sim no entorno para que os estudantes e professores entrem na escola de forma tranquila. Presença de vigilância sem discussão política social e sem proposta pedagógica não resolve. Dentro da escola o que a gente precisa é de política pública”, reformou a professora.

Grecy Andrade/Equipe JC