08/08/2018 as 07:59

Susto

Galpão é ocupado por moradores de rua

Dona do imóvel tomou um susto ao descobrir a situação.


Dona de um imóvel localizado na Avenida Pedro Calazans, em Aracaju, a estudante Lícia Kakuda tomou um susto ao descobrir que o local estava abrigando moradores de rua. A situação teve início após colocar o imóvel para ser alugado. Por conta disso, ela não sabe o que fazer para ter o que é dela de volta e assim conseguir alugar o espaço.


“Eu tenho uma pequena garagem e ela estava para alugar, inclusive com uma placa de aluga-se na frente. Na frente dessa garagem tinha uma barraca e algumas pessoas dormiam dentro. Depois de um tempo a barraca sumiu e eu percebi que tinham tirado o cadeado, foi aí que eu descobri que as pessoas que moravam na barraca quebraram o cadeado e foram morar dentro do meu imóvel”, contou.


Ainda segundo Kakuda, ela está sem saber a que órgão procurar para poder resolver a situação. “Não sei se o correto é chamar a polícia, ou prestar um boletim de ocorrência, mas o fato é que preciso alugar o local e essas pessoas invadiram”, lamenta.


O JORNAL DA CIDADE esteve no local e encontrou uma pessoa morando. Dentro, uma televisão, fogão, colchão e outros objetos. O rapaz, que preferiu não se identificar, contou que mora na garagem com a esposa e que resolveu entrar porque o espaço estava fechado. “Se tiver que sair eu vou sair, mas espero que a dona perceba nossa situação e nos deixe ficar aqui”, falou.


Sobre a situação, a Secretaria Municipal de Assistência Social explicou que como se trata de um espaço particular a proprietária terá que fazer um boletim de ocorrência e depois entrar na Justiça para fazer o pedido de reintegração de posse. “O que a secretaria pode fazer é, mediante uma solicitação da proprietária, a equipe que faz a abordagem social conversar com essas pessoas e explicar o que pode acontecer com elas caso não saiam de espontânea vontade. Podemos também identificar o perfil de cada um e verificar se a algum serviço do município eles possam ser encaminhados”, explicou.