09/08/2018 as 09:00

Saúde

HC: 300 pacientes cardíacos continuam à espera de cirurgia

Procedimentos cirúrgicos estão suspensos desde o dia 19 de junho.


HC: 300 pacientes cardíacos continuam à espera de cirurgiaFoto: André Moreira/Equipe JC

Desde o dia 19 de junho as cirurgias cardíacas no Hospital Cirurgia, localizado na zona central de Aracaju, estão suspensas. Cerca de 300 pacientes aguardam por procedimento sem data definida, segundo o promotor Francisco Ferreira de Lima Júnior, do Ministério Público Estadual (MPE), que tem acompanhado a suspensão das cirurgias. A UTI cardíaca foi fechada para reforma, mas até agora os serviços não foram retomados e a população segue prejudicada.


Na última terça-feira, 7, diretores do hospital se reuniram com o secretário da Saúde de Sergipe, Valberto de Oliveira, para traçar definições quanto ao setor. Após a reunião, o secretário afirmou à imprensa que a previsão é de que os serviços sejam retomados nos próximos 15 dias.


Valberto garante que o governo fará um trabalho de reestruturação do hospital para que os serviços voltem a ser disponibilizados.


“Na reunião foi discutido um plano de reestruturação do hospital, que deverá entrar em operação nos próximos 15 dias com intuito de otimizar os serviços que estão muito deficientes. A intenção do governo é coloca-los à disposição da população o mais rápido possível”, disse.


De acordo com a assessoria de comunicação do HC, a parte estrutural da reforma foi finalizada, porém, ainda há alguns ajustes cruciais para que as cirurgias cardíacas possam retornar à normalidade. “Esses ajustes precisam ser definidos de maneira conjunta com a Secretaria de Estado da Saúde, visto que os serviços prestados pelo Hospital Cirurgia são contratualizados com o Governo de Sergipe”, disse o HC por meio de nota.


Ainda segundo o secretário Valberto, a cada reunião com os dirigentes do HC, novos problemas foram surgindo. “Problemas relacionados à colocação dos serviços para funcionar, e exatamente por causa da retomada da negociação do passivo, que leva as equipes a recuarem, a não quererem retomar o serviço, porque existem passivos, salários atrasados, fornecedores sem receber, por isso, a iniciativa do governo de fazer a reestruturação para resolver o mais rápido possível”, acrescentou o secretário.


Ele garante ainda que os repasses feitos pelo governo do estado ao HC estão em dia. “O grande problema é que, para pagar o que está sendo gasto hoje, você se depara com o que tem que pagar de dívidas de tempos atrás que é muito maior do que o consumo diário”, frisou.

Laís de Melo/Equipe JC