09/08/2018 as 09:26

Bancos/Negociação

Proposta não agrada aos bancários

Na última negociação, a Fenaban apresentou uma proposta que cobre a inflação nos salários, PLR, vales e demais verbas econômicas, sem aumento real.


Proposta não agrada aos bancáriosFoto: Jorge Henrique/Arquivo JC

Como a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou uma proposta que não agradou aos bancários, os sindicatos de todo o país estão se reunindo para decidir os próximos passos da campanha. Em Sergipe, o Sindicato dos Bancários (Seeb/SE) realizou ontem sua assembleia, já que o comando indica rejeição da proposta em assembleias e participação nas atividades do “Dia do Basta”, para garantia de empregos e direitos. A próxima negociação com os patrões ocorrerá dia 17.


De acordo com a presidente do Sindicato, Ivânia Pereira, a Fenaban se comprometeu em apresentar propostas às reivindicações. A categoria reivindica aumento real de 5% nos salários, PLR maior e manutenção dos direitos garantidos na convenção coletiva de trabalho. “O sindicato já realizou seis mesas de negociações, mas os bancos se mantêm intransigentes, não dão respostas às nossas reivindicações, tanto às econômicas quanto à proposta global para a minuta nacional de reivindicações”.


A sindicalista sergipana faz parte do Comando Nacional dos Bancários e estava no último encontro com a Fenaban. Ivânia lamenta que a ausência de proposta por parte da Fenaban esteja protelando o processo negocial deste ano. “A atitude dos patrões só reforça a necessidade de participação ativa dos bancários nessa campanha. Até o momento, os bancos não apresentaram uma resposta satisfatória a nenhuma das nossas reivindicações”, disse.


Na última negociação, a Fenaban apresentou uma proposta que cobre a inflação nos salários, PLR, vales e demais verbas econômicas, sem aumento real. Também não garantiu que os bancários não serão substituídos por trabalhadores contratados de forma precarizada, a exemplo da terceirização. Os bancos querem alterar cláusulas da convenção coletiva de trabalho (CCT) da categoria, segundo eles para garantir segurança jurídica, mas sequer apresentaram a redação das modificações. A próxima rodada de negociação ficou agendada para o dia 17 de agosto (sexta-feira).


“A categoria não aceitará uma proposta sem aumento real, manutenção dos direitos e sem a garantia de que os bancários não serão substituídos por formas de contratação precarizadas. É por isso que o comando indica a rejeição da proposta nas assembleias”, explicou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.