09/08/2018 as 13:27

Cidades

Concurso da PM: Polícia Civil investiga 23 candidatos

Mesmo acreditando na integridade do concurso, o Governo acatou decisão judicial e suspendeu a prova para o cargo de soldado.


Concurso da PM: Polícia Civil investiga 23 candidatosFoto: Divulgação

Diante da decisão do juiz Manoel Costa Neto, da comarca de São Cristóvão, de suspender as provas do concurso da Polícia Militar para o cargo de soldado, o secretário estadual do Planejamento, Orçamento e Gestão, Rosman Pereira, reuniu a impressa, na manhã desta quinta-feira (9), para prestar alguns esclarecimentos a respeito do posicionamento do Governo a respeito do certame, cuja a primeira fase ocorreu no dia 1º de julho.

De acordo com Rosman, além dos dois irmãos presos por tentarem fraudar a prova, outras 23 pessoas estão sendo investigadas pela Polícia Civil pelo mesmo crime. Ainda assim, o secretário frisou que a banca examinadora tem meios para evitar esse tipo de ação e os mecanismos são três. “Essas 23 pessoas foram identificadas, tiveram seus nomes encaminhados para a Polícia Civil e foram eliminadas do concurso. Um dos meios que existe é o cruzamento de dados do gabarito, justamente a forma como elas foram identificadas”, informou.

Na edição desta quinta-feira do Diário Oficial, o Governo publicou a suspensão das provas de aptidão física para o cargo de soldado que aconteceria entre os dias 13 e 15, acatando, assim, a decisão da Justiça, embora o Governo afirma acreditar na integridade do concurso. “Vamos ingressar com recurso para seguir com as próximas etapas”, garantiu Rosman.

As etapas para oficial seguem normalmente.

O caso

Os irmãos Hygor Ayslan Oliveira Lima, de 28 anos, e Aylton Hytalo Oliveira de Lima, 26, foram flagrados tentando fraudar a prova do concurso da Polícia Militar de Sergipe (PM/SE).

Hygor e Aylton são naturais do Estado de Pernambuco e estavam com telefones celulares escondidos, que eram utilizados durante a realização da prova. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP), as suspeitas foram levantadas após Hygor ser flagrado, logo ao final da realização da prova, com um aparelho celular escondido dentro de um gesso, que protegia o braço esquerdo de uma suposta fratura.

Ainda de acordo com a SSP, os irmãos recebiam toques pelo modo vibratório indicando a resposta correta no momento da execução da prova. A Polícia Civil encontrou os irmãos no local da prova, em uma Universidade particular. Ambos confessaram que pagariam até R$ 20 mil pela aprovação no concurso. O Cope investiga os outros envolvidos no esquema de fraude.

Tanto Hygor quanto Aylton já respondem a processos pelo mesmo crime no Piauí e uma tentativa no Estado do Ceará, por tentativa de fraude a concursos da PM daqueles estados.

Com o ocorrido, dois candidatos que se sentiram prejudicados entraram com pedido na Justiça para que o concurso fosse suspenso, pedido que foi aceito pelo juiz Manoel Costa Neto que, no último dia 2, concedeu liminar que suspendeu o concurso.