14/09/2018 as 13:15

Cidades

DHPP elucida morte de mulher encontrada nas proximidades da Rodoviária Nova

Autor do crime foi morto por moradores de rua.


DHPP elucida morte de mulher encontrada nas proximidades da Rodoviária NovaDelegada Luciana Pereira/ Foto: SSP

A Polícia Civil de Sergipe, por meio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), elucida o crime que resultou na morte de uma mulher conhecida como Moreninha, encontrada na quarta-feira, 11, nas proximidades da Rodoviária Nova, na capital sergipana, já em estado de putrefação. Detalhes do caso foram apresentados na manhã desta sexta-feira, 14, durante entrevista coletiva, na Sala de Imprensa da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Durante a investigação, especificamente na madrugada de ontem, 13, um homem com suposto envolvimento no caso, posteriormente identificado como Felipe Roberto dos Santos, o Gordinho, de 24 anos, foi encontrado morto nas imediações de uma funerária situada na Avenida Tancredo Neves.

De acordo com a delegada Luciana Pereira, do DHPP, que esteve à frente do caso, Felipe brigou com Moreninha por conta de um celular e acabou matando a moça. Durante a apuração, ficou constatado que o casal estava em situação de rua, era usuário de drogas e pernoitava nas imediações de um restaurante situado no bairro América.

Após o assassinato da mulher, pessoas que viviam na mesma região que ela e Felipe, em represália, espancaram o infrator até a morte. “Quando o corpo dela [Moreninha] foi encontrado, os outros moradores de rua da região, que também são usuários de drogas e andavam com a mulher, ofendidos por ela ter sido morta, espancaram Felipe até a morte com paus e pedras”, citou Luciana durante a coletiva.

Diante do ocorrido, a Polícia Civil levantou imagens de circuito de câmeras da área, localizou e prendeu na tarde da quinta-feira três envolvidos no espancamento. O trio suspeito foi encontrado nas proximidades da Rodoviária Nova e levado ao DHPP, onde foi identificado como Juvenal Cravo Santos, o Matu; Tiago da Conceição, conhecido como o índio, e Clécio Weltman Lima, de apelido Coroa. A polícia trabalha para encontrar outros envolvidos no crime.

SEGUNDO CASO

Ainda durante a entrevista, a delegada Luciana Pereira apresentou o desfecho do crime ocorrido no dia 1º de agosto, no Residencial Neuzice Barreto, no município de Nossa Senhora do Socorro. O caso teve como vítima o ex-presidiário Jorge Alberto da Silva Borges, que estava na condicional e foi morto por espancamento.

Na investigação, o DHPP constatou que no dia do crime Jorge Alberto, já enquadrado na Lei Maria da Penha, foi até a casa da ex-companheira e tentou invadir o imóvel, sendo impedido pelos irmãos dela e um vizinho. Em meio ao desentendimento, Jorge foi espancado com pauladas e facãozadas, vindo a óbito posteriormente no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse).

A partir de relatos da família da vítima e de imagens levantadas pelo DHHP, a Polícia Civil chegou até os quatro envolvidos no crime. “A gente representou pela prisão deles, são três maiores e um menor, e nessa semana saiu o mandado de prisão. Eles confessaram o crime, alegando legítima defesa de terceiro, pois tinham medo da vítima tentar novamente agredir a irmã deles”, afirmou Luciana Pereira.