09/10/2018 as 08:22

Mobilidade

Programa Bicicleta Brasil vira lei, mas com veto

Programa vai incentivar novas alternativas de mobilidade urbana.


Programa Bicicleta Brasil vira lei, mas com vetoFoto: André Moreira

Por Laís de Melo

Na última sexta-feira, 05, o Diário Oficial da União publicou a nova lei de número 13.724, com a criação do Programa Bicicleta Brasil (PBB), com o incentivo às novas alternativas de mobilidade, priorizando a bicicleta. A Lei foi aprovada, no entanto, com veto para a destinação de 15% do valor arrecadado com multas de trânsito ao programa.

O programa traz a proposta do aumento de ciclovias, ciclofaixas e faixas compartilhadas, além da implantação de aluguéis de bicicletas a baixo custo em terminais de transporte coletivo, centros comerciais e locais de grande fluxo, e também a construção de bicicletários. As regras da nova lei passarão a valer daqui a 90 dias.

Aracaju tem atualmente cerca de 65km de ciclovia construída, segundo informação da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT). Para associações de organizações de ciclistas de Sergipe, como a Ciclo Urbano, é preciso aumentar a extensão da malha cicloviária, além de implementá-la em regiões de grande fluxo de carros.

A presidente da ONG Ciclo Urbano, Sayuri Dantas, em uma entrevista com o JORNAL DA CIDADE sobre a situação das ciclovias em Aracaju, publicada neste jornal no mês de agosto, citou que há grande necessidade de haver uma maior interligação entre os trechos das ciclovias e a extensão é fundamental.
“Em avenidas como Adélia Franco, e bairros como o Jardins, são bastante povoados de ciclistas, só que não há espaço com ciclovia para eles, e os riscos são constantes. A região central da cidade, é uma área de residência e precisa dessa infraestrutura. O que defendemos é que estenda mais a malha cicloviária”, conclui a presidente.

De acordo com a SMTT, o Programa Bicicleta Brasil ainda é muito recente, portanto, o órgão ainda vai estudar a dinâmica e os fundamentos do programa. “Ressaltamos que há projetos para ampliação de ciclovias, ciclofaixas, calçadas compartilhadas e outros meios para promover melhor mobilidade para os ciclistas. Alguns já estão em andamento, como no conjunto Augusto Franco. Outros projetos precisam de garantia de recursos para serem executados”, acrescenta o órgão.