10/10/2018 as 07:32

Números

Extrema pobreza avança em Sergipe

O levantamento foi feito pela Consultoria Tendências e publicado ontem pelo Valor.


Sergipe é um dos três estados brasileiros que dobrou o número de famílias vivendo na extrema pobreza entre os anos de 2014 a 2017. Além de Sergipe, no Nordeste, os estados da Bahia e Piauí também tiveram crescimento exponencial de famílias vivendo na miséria. O levantamento foi feito pela Consultoria Tendências e publicado ontem pelo Valor.


                                                   

“Sergipe chamou atenção por ter também mais do que dobrado o percentual de famílias vivendo na pobreza extrema - de 4,1% em 2014 para 8,9% no ano passado, saltando da 13ª para a sexta posição do ranking. Haddad liderou a votação nesses três Estados nordestinos, com mais de 50% dos votos válidos”, diz a matéria.


Na pesquisa, foi levado em consideração os critérios estabelecidos pelo Plano Brasil Sem Miséria, que são consideradas em situação de extrema pobreza as famílias com renda domiciliar per capita abaixo de R$ 85 no ano passado.


Ainda segundo o levantamento, o “Maranhão segue liderando o ranking de extrema pobreza do país. Do total de famílias maranhenses, 12,2% viviam com menos do que R$ 85 por pessoa no ano passado. Quatro anos antes, o indicador era de 8,7%. Mas foi na Bahia que houve crescimento mais rápido. Subindo de 4,8% para 9,8% o índice de pobreza”, diz o Valor.

Sobre a pesquisa, Adriano Pitoli, diretor da consultoria Tendência, que um dos motivos para esta situação é a falta de investimentos de recursos públicos no país, sobretudo no Nordeste. “O Bolsa Família e o reajuste do salário mínimo podem ter ajudado, mas a redução da pobreza se deu pelo emprego nesses setores. Esses empregos foram, inclusive, os que mais sofreram durante a crise e que agora começaram a se recuperar”, disse o economista em entrevista ao Jornal.