10/10/2018 as 08:14

Saúde

Câncer de mama: 59 mil novos casos devem surgir

Estimativa é do Inca; em Aracaju palestra alerta mulheres sobre doença.


Câncer de mama: 59 mil novos casos devem surgir

Por Laís de Melo

O câncer de mama, além de ser o mais comum, é o que mais mata mulheres no Brasil. Para 2018, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima cerca de 59 mil novos casos da doença. É em função dos altos índices que esse mês é dedicado à cultura de prevenção e da promoção à saúde da mulher. Em Sergipe as ações voltadas para o “Outubro Rosa” já iniciaram. A Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), gerenciada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), realizou na manhã de ontem, 9, a primeira palestra de alerta para o câncer de mama.
A palestrante de referência técnica estadual Saúde da Mulher, Rita de Cássia Bittencourt, conta que a promoção do “Outubro Rosa” iniciou nos Estados Unidos com foco na divulgação da mamografia. No entanto, para além do exame, é importante promover nas mulheres o autocuidado e o protagonismo com o próprio corpo, conforme salienta Rita.


“A mulher precisa se conhecer. E além disso, também precisam se sentir estimuladas a praticar atividades físicas, ter hábitos saudáveis. Pois é dessa forma que é possível reduzir em mais de 28% o câncer”, explica a palestrante.

Segundo Rita, existem dois grupos de mulheres quando o diagnóstico do câncer de mama é confirmativo: aquelas que apresentam sintomas, e as que não apresentam. A mamografia, contudo, é essencial para mulheres assintomáticas e ele deve ser realizado a cada dois homens em mulheres acima de 50 anos, idade com maior índice do câncer de mama.


“Essa realização do exame a cada dois anos é para que a mulher possa detectar de forma precoce, quando o tumor está em valores abaixo de milímetros e ela pode começar um tratamento em tempo oportuno, diminuindo as sequelas, aumentando a sobrevida e cura dessa mulher”, explica Rita.

O exame de mamografia não serve para a prevenção do câncer, mas hábitos saudáveis de vida, sim. “O exame confirma o diagnóstico e rastreia essas mulheres que não têm sintomas nenhum, então é importante também orientar as mulheres acima de 50 anos a realizar o procedimento”, acrescenta a palestrante.

Pelas estimativas do INCA, mais de 70% das mulheres que desenvolvem o câncer mama, são as que estão ac ima dos 50, mas, isso não quer dizer que mulheres mais jovens não possam ser acometidas. “Ontem eu participei de uma roda de conversa com mulheres que já tiveram câncer e eu ouvi três relatos de mulheres que desenvolvendo a doença na faixa dos 30 aos 35 anos”, relata Rita.
É importante uma maior atenção ao assunto àquelas mulheres que têm familiares próximos diagnosticadas com esse tipo de câncer. “Esse é um dos fatores de risco, mas, ele gira apenas em torno de 1%”, reitera a especialista.

Sintomas
Os principais sintomas para o câncer de mama são o endurecimento nas mamas, e perceber uma certa assimetria, quando uma mama fica maior do que a outra. “Por isso é importante a mulher se conhecer, se tocar, porque é nesse autoexame que você vai perceber possíveis diferenças no corpo. É um nódulo que consegue palpar, que já estará num tamanho maior quando identificado, acima de 1 centímetro, então o câncer já pode estar instalado. Na mamografia rastreia por tamanhos menores, bem mais inicial”, cita a palestrante.
Além disso, também pode ocorrer o enrugamento da pele, deixando-a com aspecto de casca de laranja, secreção saindo pelo mamilo sem que a mulher esteja em fase de amamentação e vermelhidão na aureola.