12/02/2019 as 08:46

Fernando Franco

Pediatria e cirurgia continuam interditadas

Clínica Médica do Hospital Municipal Zona Sul Desembargador Fernando Franco é desinterditada, mas atendimento ainda não está 100% normalizado


Pediatria e cirurgia continuam interditadasFoto: André Moreira/Equipe JC

No último sábado, 9, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Sergipe (CRM) desinterditou o setor de clínica médica do Hospital Municipal Zona Sul Desembargador Fernando Franco. A escala médica foi regularizada e os serviços foram retomados. Em 24 horas de atendimento, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) realizou 173 procedimentos na clínica. Normalmente, a UPA realiza cerca de 270 atendimentos. Os setores de pediatria e cirurgia continuam interditados.


Na manhã desta segunda-feira, 11, apesar de tranquila, a unidade de saúde já havia realizado cerca de 50 atendimentos por volta das 10h, segundo informou a gerente Josileide Oliveira.


“A nossa intenção é normalizar 100% o atendimento do Fernando Franco. As escalas médicas dos setores pediátrico e cirúrgico ainda não estão prontas, mas, com a abertura da clínica médica já resolve boa parte da situação”, disse a gerente.


De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), resta apenas aparecer profissionais interessados em fazer o credenciamento via Pejotização (PJ) para a desinterdição da pediatria e setor cirúrgico.


“O setor de pediatria da UPA Hospital Fernando Franco está com a escala completa de segunda a sexta, no entanto, não conseguimos retomar os serviços porque a desinterdição só ocorrerá com a escala completa de segunda a segunda. Não conseguimos ainda profissional para o setor no final de semana. Já no setor cirúrgico, faltam apenas dois médicos para completarmos a escala”, explica o assessor Victor Vieira.


Com uma média de 10 mil pacientes por mês, a unidade hospitalar ficou com atendimento comprometido desde o começo de janeiro, quando o impasse sobre a forma de contratação e pagamento dos médicos que atuavam nas UPAs da capital fez esses profissionais deixarem as escalas.


Segundo a SMS, muitos profissionais manifestaram receio de realizar o cadastro via PJ e ter algum tipo de conflito com o Conselho Regional de Medicina (CRM). Entretanto, a secretaria afirma que “não há nenhuma ilegalidade em prestar serviço via pessoa jurídica, ao contrário do que acontecia com os recibos de pagamento autônomo (RPA)”.









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