14/05/2019 as 08:30

“Cinquentinhas”

Proprietários ainda não regularizaram

Apreensões dos veículos já chegaram a 160 este ano


Três anos após o início da fiscalização sobre as conhecidas “cinquentinhas”, muitos proprietários destes veículos ainda não se regularizaram e ainda são flagrados nas ruas com algumas pendências, seja por falta de emplacamento ou porque o condutor não tem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC), documento específico para as motos de até 50 cilindradas. Com uma frota registrada no Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de 25.321 ciclomotores, as apreensões dos veículos já chegam a 160 este ano.


De acordo com o comandante do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv), tenente-coronel Deny Ricardo dos Santos, a fiscalização aos veículos de 50 cilindradas em Sergipe iniciou em abril de 2016, após a lei número 13.154, de julho de 2015, que retirou dos municípios e passou o registro dos ciclomotores para os Detrans.


“A resolução 582/2016 do Contran alterou as datas de registro para ciclomotores produzidos antes de 31 de julho de 2015, com isso, caso os fabricantes não tenham feito pré-cadastro no sistema Renavan os veículos ficaram isentos do registro até 24 de março de 2018. Mas atualmente todos os ciclomotores precisam ser registrados”, explicou.


O tenente-coronel esclarece ainda que o Código de Trânsito Brasileiro cita que os condutores de motocicletas, motonetas e ciclomotores só poderão circular nas vias utilizando capacete de segurança, com viseira ou óculos protetores; segurando o guidom com as duas mãos; e usando vestuário de proteção”, de acordo com as especificações do Contran.


“Ainda que seja obrigação comum a todos os condutores de veículos motorizados, o respeito às regras do trânsito e à sinalização deve ser prioridade para os motociclistas. Nunca trafegar em velocidade acima do limite estabelecido para a via pela qual transita; não ultrapassar o sinal vermelho; respeitar os cruzamentos; e a distância segura lateral quando trafega em corredor entre outros veículos são também o diferencial entre o motociclista consciente, que deve transitar sempre com o farol de sua moto aceso.

Agindo desta forma ele estará fazendo a melhor escolha, a que pode fazer a diferença e garantir a preservação não apenas de sua vida quanto de outras pessoas com as quais compartilha as vias”, concluiu o comandante do BPRv.

Por Grecy Andrade/Equipe JC

Foto: Jadilson simões/Equipe JC