15/05/2019 as 08:17

Contra os cortes de verbas

Profissionais da Educação farão Paralisação Nacional

Em Aracaju, atos de protesto acontecem durante todo o dia de hoje


Profissionais da Educação farão Paralisação NacionalFoto: Jadilson Simões

Hoje, dia 15 de maio, acontece a “Paralisação Nacional da Educação”. Em Aracaju, diversas instituições organizaram ações que vão ocorrer durante todo o dia. Os profissionais da educação básica e superior, pública e privada de todas as regiões do país anunciaram que cruzarão os braços em protesto pelos cortes de verbas para a educação, anunciados na semana passada pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, e contra a reforma da Previdência.


A partir das 6h, os trabalhadores da UFS farão um trancamento no portão de veículos do Campus São Cristóvão, buscando o diálogo com toda a comunidade acadêmica sobre a grave crise provocada pelos cortes de 47% na verba de custeio da UFS anunciados oficialmente na última quarta-feira, em nota do Gabinete da Reitoria. No período da tarde, a partir das 14h, na Praça General Valadão, haverá outra mobilização.


“Agora é hora de todo mundo ir para a rua defender a Educação de Sergipe e do Brasil. Precisamos aproveitar o clima de indignação para sair da defensiva e partir para a ofensiva, nas ruas, ganhando as pessoas para o nosso lado”, afirmou Wagner Vieira, coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação da UFS (Sintufs).


Às 8h, acontece um café da manhã na sede do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação de Sergipe (Sinasefe), que fica em frente ao IFS Campus Aracaju. Vai ocorrer debate, exibição de vídeos e oficina de cartazes. Às 13h, saída para a Praça General Valadão, onde haverá o grande ato do dia.


De acordo com Guthiêrre Araújo, coordenador geral do Sinasefe, os institutos federais são referência em educação no Brasil e no mundo. O primeiro lugar em aprovação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é dos institutos federais. “Se fosse avaliar a educação do Brasil apenas pelos institutos federais, nós seríamos o 2º lugar do mundo em leitura, 11º em ciências, 30º em matemática. São dados do PISA [Programa Internacional de Avaliação de Estudantes], que avalia o ensino no mundo”, disse.


Às 8h30, em frente à Câmara Municipal de Aracaju, ocorrerá ato público que reunirá profissionais do ensino da cidade e entrega aos vereadores de um ofício a favor da aposentadoria. “Nós precisamos continuar na luta por uma educação de qualidade, pela garantia da nossa aposentadoria e de todo trabalhador brasileiro”, destacou o professor Adelmo Meneses, presidente do Sindicato dos Profissionais de Ensino de Aracaju (Sindipema).


“Estaremos todos juntos para fazer um grande ato contra este ataque criminoso do governo Bolsonaro contra a educação. O corte no orçamento vai comprometer as universidades, os institutos e a educação básica. O povo brasileiro deve reagir com força”, reforçou o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), Rubens Marques, conhecido como “Dudu”.


Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Sergipe (Sintese), diretor de Formação da CUT/SE, o professor Roberto Silva, esta luta não é só de professores e estudantes, envolve toda a sociedade. “Quem defende o direito à escola pública gratuita e de qualidade – desde a educação infantil até o ensino superior – precisa entrar nesta luta contra a política de desmonte da educação do governo Bolsonaro, que tem cortado verbas da educação sistematicamente, desmontando a educação pública para valorizar a educação privada. O resultado desta política é que a classe trabalhadora ficará excluída do direito à educação. Por isso precisamos de todos na luta contra o desmonte da educação, para impedir a destruição da Previdência, e em defesa do direito à aposentadoria dos trabalhadores brasileiros”, afirmou.