16/05/2019 as 08:12

Cortes na Educação

Paralisação nacional reúne professores e estudantes

Em Aracaju, os atos aconteceram durante todo o dia de ontem


Paralisação nacional reúne professores e estudantesFoto: Jadilson Simões/Equipe JC

Centenas de pessoas ligadas à educação realizaram ontem, 15, manifestações e uma paralisação nacional em protesto contra o corte de verbas destinadas ao ensino, anunciado pelo governo do presidente Jair Bolsonaro. Em Aracaju, os atos começaram pela manhã e à tarde a concentração ocorreu na Praça General Valadão e logo depois os manifestantes saíram em caminhada pelas ruas do Centro da cidade.


Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores em Sergipe (CUT/SE), Rubens Marques, conhecido como professor Dudu, declarou que o movimento não envolve só a crítica contra algumas decisões no Ministério da Educação para a educação brasileira, uma mobilização que olha também a reforma da Previdência.


“O bloqueio de recursos para a educação anunciado pelo MEC é uma medida irresponsável, que não resolve. Pelo contrário, só agrava a situação. O Brasil precisa de movimento de massa, e acho que nasce aqui esse movimento. Estamos aqui também para lutar contra a reforma da Previdência.
O professor Adelmo Meneses, presidente do Sindicato dos Profissionais do Ensino do Município de Aracaju (Sindpema), declarou que todos, estudantes, professores e entidades sindicais, estão se somando para essa luta contra os cortes na educação e reforma da Previdência. Ele ressaltou que os cortes atingem todos, pois existem professores que fazem mestrado e que as bolsas foram cortadas, prejudicando assim a formação continuada.


“Enviamos uma carta a cada vereador pedindo sensibilidade contra a reforma da Previdência e intervenção para que haja diálogo com a Prefeitura de Aracaju sobre o piso salarial. Hoje é dia de luta, dia de estar nas ruas. Esses cortes na Educação vão atingir a todos, como já disse, têm professores que tiveram suas bolsas cortadas e não vão poder continuar os estudos”, disse.


Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Sergipe (Sintese) e diretor de Formação da CUT/SE, o professor Roberto Silva, esta luta não é só de professores e estudantes, envolve toda a sociedade. Segundo ele, quem defende o direito à escola pública gratuita e de qualidade – desde a educação infantil até o ensino superior – precisa entrar nesta luta contra a política de desmonte da educação do governo Bolsonaro que tem cortado verbas da educação sistematicamente, desmontando a educação pública para valorizar a educação privada.


“O resultado desta política é que a classe trabalhadora ficará excluída do direito à educação. Por isso precisamos de todos na luta contra o desmonte da educação, para impedir a destruição da previdência, e em defesa do direito à aposentadoria dos trabalhadores brasileiros”, afirmou.