21/05/2019 as 08:22

Funcionamento irregular

Prefeitos querem regularizar matadouros

Com um abate anual de 224 mil bovinos, Sergipe realizava a operação sem as mínimas condições ambientais e sanitárias


Prefeitos querem regularizar matadourosFoto: André Moreira/Equipe JC

As prefeituras de Lagarto, Itabaiana, Capela e Tobias Barreto estão buscando a Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) para regularizar a situação ambiental e proceder com a abertura dos matadouros municipais. Estes municípios compreendem as 32 localidades que tiveram 35 matadouros fechados por conta do funcionamento irregular.


“Estas prefeituras nos procuraram e já demos o início das tratativas para a concessão da licença ambiental. Atualmente, só dois frigoríficos da iniciativa privada é que possuem a licença, os demais, que agora estão fechados, não possuíam. Os municípios que têm interesse na reabertura estão no procurando para solicitar a regularização”, disse o diretor da Adema, Gilvan Dias.


Atualmente, somente o município de Lagarto tem a licença de operação, mas não de abate. “Infelizmente, ao longo dos anos, as prefeituras não se atentaram para regularização, para adequação dos abatedouros, o que culminou nesse fechamento em massa dos estabelecimentos. Claro que cada município tem suas peculiaridades e a situação é analisada individualmente para a concessão da licença”, frisou.


Com um abate anual de 224 mil bovinos, Sergipe realizava a operação sem as mínimas condições ambientais e sanitárias e havia, inclusive, maus tratos, já que não era seguida nenhuma norma para o bem-estar animal. Dentre as situações encontradas nos mais de 30 matadouros fechados estão condições como: falta de licenças ambientais para funcionamento e parte dos dejetos resultantes dos abates é lançada diretamente ao meio ambiente contaminando o solo e os recursos hídricos; resíduos do abate despejados em um riacho, poluindo o curso d’água; buraco a céu aberto fazia as vezes de depósito dos resíduos.


Os estabelecimentos também não possuíam câmara de refrigeração para armazenamento e conservação da carne. Além disso, os animais são abatidos de maneira cruel, com uso de ferramentas rudimentares, como o chuncho.


Confira a relação de abatedouros fechados: Aquidabã; Campo do Brito; Canindé de São Francisco; Capela; Cedro de São João; Cristinápolis; Estância; Frei Paulo; Indiaroba; Itabaiana; Itabaianinha (2 locais de abate); Itabi; Itaporanga d’Ajuda; Lagarto; Muribeca; Nossa Senhora da Glória; Nossa Senhora das Dores; Pedrinhas; Porto da Folha (2 locais de abate). Riachão do Dantas; Riachuelo; Ribeirópolis; São Francisco. Simão Dias; Siriri; Tobias Barreto; Tomar do Geru e Umbaúba: fechados por ordem Judicial.