09/09/2019 as 22:18

MERCADO DE TRABALHO

Sergipe amarga saldo negativo de empregos

Número de trabalhadores informais tem aumentado


Em Sergipe, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), de janeiro a julho deste ano, os empregos com carteira assinada somaram 47.678 admissões e de 51.534 desligamento, com saldo de -3.856 postos de trabalho, equivalente à variação de -1,35%. Enquanto que em todo o ano de 2018, ocorreram 86.332 admissões e 85.491 desligamentos, com um saldo positivo de 841 postos de trabalho, equivalente à variação de 0,30%.

A queda da disponibilidade de vagas no mercado de trabalho tem influenciado no aumento do trabalhador informal, ou seja, aquelas pessoas que trabalham por conta própria, mas que não tem carteira assinada e nem outros direitos garantidos. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o percentual de informais chegou a 41,3%, patamar recorde da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012, atingindo 38,683 milhões de brasileiros. No trimestre encerrado em abril, os informais representavam 40,9% da população ocupada. Há um ano, esse percentual era de 40,5%.

Questionado se esse aumento de informações tem a ver como a reforma da previdência, a Superintendência Regional do Trabalho em Sergipe (SRTE/SE) declarou que “precisa ocorrer uma reação maior da economia para cair a taxa de desemprego. O mercado de trabalho demora a responder as oscilações da economia. O emprego ainda está escasso. Aumentou o trabalho por contra própria, a população ocupada no segmento que não tem carteira assinada”.

Ainda segundo os dados disponibilizados pelo SRTE, no mês de julho de 2019, no emprego formal, ocorreram 6.187 admissões e de 6.630 desligamentos, com saldo de -443 postos de trabalho, equivalente à variação de - 0,16%. O fechamento do mercado de trabalho tem influenciado no aparecimento de trabalhadores informais.

De janeiro/2019 a julho/2019, em Sergipe, a atividade que mais empregou foi Serviços com 21.074 admissões e de 19.870 desligamentos resultando num saldo positivo de 1.204 postos de trabalho e a atividade com maior saldo negativo foi Indústria de Transformação com 7.530 admissões e de 9.554 desligamentos resultando num saldo de -2.024 postos de trabalho.

 

|Reportagem: Grecy Andrade

|| Foto: André Moreira