10/09/2019 as 10:02

Paralisação

Funcionários dos Correios podem entrar em greve nesta quarta-feira

Em Aracaju, a categoria irá se reunir ás 17h30, na sede do sindicado, para discutir a paralisação


Os trabalhadores dos Correios de Sergipe devem cruzar os braços nesta quarta-feira (11) por tempo indeterminado. A informação é do secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Sergipe (Sintect/SE), Jean Marcel. De acordo com ele, a principal reivindicação da categoria é a avaliação da campanha salarial. " A paralisação é nacional. A reivindicação é para que seja mantido o acordo coletivo que a empresa quer retirar, se a empresa vier com acordo neste sentido, aceitamos. Se não, o apontamento é de greve. Após encerrada mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre os servidores dos Correios e a estatal, os funcionários se reúnem em assembleia para decidir se entram em greve ou continuam trabalhando, mesmo sem acordo coletivo", disse o secretário. 

A data foi estipulada pelos 36 sindicatos distribuídos em território nacional, conforme o calendário que a empresa teria para apresentar uma contraproposta, caso as negociações que incluíam, entre outros itens, reajustes salariais e melhorias para os trabalhadores, não tivessem sido interrompidas.

A categoria tentou negociar com a estatal pelas vias judiciais durante 60 dias. A negociação foi extinta, entretanto, porque a empresa resolveu não prorrogar o acordo coletivo que estava vigente desde 2018. Como a empresa tem abrangência nacional, as negociações entre o sindicato e a estatal eram conduzidas pelas duas federações que representam.

Em nota enviada pelos Correios, a estatal afirmou que é uma empresa sustentável e que conta com a colaboração dos trabalhadores:

A votação ocorre a partir das 19h30 desta terça-feira (10), em todo o país. Em Aracaju, a categoria irá se reunir ás 17h30, na sede do sindicado. O principal compromisso da direção dos Correios neste momento é assegurar a sustentabilidade da empresa. Por isso, a estatal conta com os empregados no trabalho de recuperação financeira da empresa e no atendimento à população. Caso haja paralisação de parte do efetivo, os Correios vão adotar medidas já planejadas para garantir que as agências funcionem regularmente, bem como a entrega de cartas e encomendas.