26/10/2020 as 08:26

ECONOMIA

Sobe número de pessoas ocupadas, mas desemprego continua em alta

Em SE, taxa de desemprego chega a 16%; número de ocupados teve sua 2ª alta

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Em Sergipe, 1,840 milhão de pessoas tinham 14 anos ou mais de idade em agosto e, de acordo com os conceitos utilizados na pesquisa, foram consideradas “pessoas em idade de trabalhar”. Desse contingente, 775 mil pessoas estavam ocupadas em setembro, ou seja, tinham um trabalho. Esse número representa aumento em relação a agosto, quando o total de ocupados era de 745 mil pessoas. Desde maio, quando a PNAD COVID19 teve início, o número de pessoas ocupadas vinha caindo em Sergipe: eram 826 mil naquele mês, 806 mil em junho e 737 mil em julho.

Em agosto, esse número aumentou pela primeira vez, chegando aos atuais 745 mil e em setembro, permaneceu em alta. O aumento no número de pessoas ocupadas, porém, não significa que diminuiu o número de pessoas desocupadas, ou seja, o chamado desemprego continuou a subir. Para as estatísticas de mercado de trabalho, são consideradas desocupadas as pessoas que não tinham trabalho, mas que estão disponíveis para assumir uma ocupação e estão em busca de emprego. Em essência, essas pessoas compõem, junto com as pessoas ocupadas, a chamada “força de trabalho”.

Quando aumenta o número de desocupados, aumenta a pressão sobre a força de trabalho. Desde o início da PNAD COVID19, esse indicador para Sergipe tem tido altas sucessivas: apenas 65 mil em maio, passando a 84 mil em junho, 100 mil em julho, 114 mil em agosto e 147 mil em setembro. Esse é o maior aumento registrado até o momento. Somados, ocupados e desocupados contabilizavam 922 mil pessoas. O restante da população em idade de trabalhar compunham a chamada “pessoas fora da força de trabalho”, isto é, pessoas que nem estavam trabalhando nem estavam procurando um trabalho.

Em setembro, essas pessoas somavam 917 mil, depois de ter chegado a 983 mil em agosto. Ou seja, esse número vem apresentando queda. Ainda, a taxa de participação na força de trabalho cresceu pela primeira vez desde o início da pesquisa, chegando a 50,1%. Em agosto, essa taxa era de 46,6%. Já o nível da ocupação, que havia ficado estável em agosto, com 40,2%, apresentou um aumento chegando a 42,1%.

O nível de ocupação representa o percentual de pessoas ocupadas no total da população em idade de trabalhar. Taxa de desocupação de 16% Com mais pessoas realizando busca por emprego em agosto, e sem uma oferta correspondente de vagas no mercado de trabalho, a taxa de desocupação, ou desemprego, voltou a subir em setembro, ficando em 16%. É importante destacar que a taxa de desocupação (ou taxa de desemprego) representa o número de pessoas que tomaram alguma providência para conseguir trabalho e que estavam disponíveis para assumir uma ocupação. Ela não leva em consideração as pessoas que estavam fora da força de trabalho, isto é, pessoas em idade de trabalhar que não tomaram providência para conseguir trabalho. No Brasil, a taxa de desocupação variou entre 19,6% na Bahia e 7,8% em Santa Catarina.

Em relação às pessoas fora da força de trabalho, que totalizavam 917 mil,397 mil gostariam de trabalhar, apesar de não terem procurado trabalho. Esse contingente, que vinha crescendo desde maio e chegou ao maior valor da série histórica em agosto, apresentou queda no mês de setembro. Dessas 445 mil pessoas, 266 mil disseram que não procuraram trabalho por conta da pandemia ou por falta de trabalho na localidade. Em agosto, essas pessoas somavam 322 mil. Já o proxy da taxa de informalidade aumentou em setembro, chegando a 45,3%. Em números absolutos, isso significa dizer que a ocupação principal de 351 mil das 775 mil pessoas ocupadas em setembro era um trabalho informal