11/09/2026 as 08:50
ECONOMIAApesar da queda mensal, o comportamento dos preços no acumulado é diferente.
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Aracaju registrou, em agosto, a cesta básica de alimentos mais barata entre as 27 capitais brasileiras pesquisadas pelo DIEESE em parceria com a Conab. O conjunto de produtos custou, em média, R$ 570,98, uma redução de 3,89% em relação a julho, quando o valor era superior ao registrado no mês seguinte. A retração foi a quarta maior do país, atrás apenas das observadas em Rio Branco, Manaus e Boa Vista.
Apesar da queda mensal, o comportamento dos preços no acumulado é diferente. Entre agosto de 2025 e agosto de 2026, a cesta básica em Aracaju ficou 2,30% mais cara. Já no acumulado de janeiro a agosto deste ano, a alta chega a 5,84%. A redução registrada em agosto foi influenciada principalmente pelo comportamento de seis dos 12 produtos que compõem a cesta pesquisada na capital sergipana.
O tomate teve a maior queda, de 20,20%, seguido pelo feijão carioca (-6,11%), banana (-4,21%), carne bovina de primeira (-3,57%), café em pó (-3,47%) e açúcar cristal (-2,59%). Por outro lado, seis itens ficaram mais caros no período. O leite integral registrou a maior alta, de 4,95%, seguido pelo arroz agulhinha (1,38%), pão francês (0,40%), óleo de soja (0,38%), manteiga (0,35%) e farinha de mandioca (0,30%). No período de 12 meses, o feijão carioca aparece como o principal responsável pela pressão sobre o custo da alimentação em Aracaju.
O produto acumulou alta de 37,37%, seguido pelo leite integral (19,16%), carne bovina de primeira (8,80%), pão francês (4,72%) e farinha de mandioca (2,89%). Em sentido contrário, o tomate caiu 22,80%, enquanto o café em pó recuou 11,90% e o arroz agulhinha, 9,47%. Impacto no salário A queda no preço da cesta também reduziu o tempo necessário para que o trabalhador que recebe o salário mínimo consiga comprar os alimentos básicos.
Em agosto, foram necessárias 77 horas e 29 minutos de trabalho, contra 80 horas e 38 minutos em julho. Em agosto de 2025, eram necessárias 80 horas e 53 minutos. Considerando o salário mínimo líquido de R$ 1.621, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, a cesta consumiu 38,08% da renda do trabalhador em Aracaju. Em julho, esse comprometimento era de 39,62%; um ano antes, de 39,75%. No cenário nacional, a cesta também apresentou redução: o custo caiu em 25 das 27 capitais pesquisadas em agosto. Mesmo assim, Aracaju se manteve em uma posição de destaque por apresentar o menor valor médio do país, de R$ 570,98, abaixo de Natal (R$ 627,42), Maceió (R$ 627,45) e Salvador (R$ 628,89), que também registraram os menores custos entre as capitais do Norte e do Nordeste.