07/05/2018 as 10:01

Projeto “Cantos do Brasil” e Orquestra Sinfônica apresentam Alexandre Guerra em Aracaju

Pela primeira vez em Sergipe serão executadas obras como as Bachianas Brasileiras nº 9, de Heitor Villa-Lobos.


Projeto “Cantos do Brasil” e Orquestra Sinfônica apresentam Alexandre Guerra em Aracaju

No próximo dia 10 de maio, a Orquestra Sinfônica de Sergipe (Orsse) apresenta de volta à programação o Projeto “Cantos do Brasil”, de valorização da Música Sinfônica Brasileira nas mais variadas manifestações e vertentes artísticas. Em concerto comandado por dois maestros, o grupo executará pela primeira vez em Sergipe obras como as Bachianas Brasileiras nº 9, de Heitor Villa-Lobos, “Nec Plus Ultra”, de Jorge Antunes e também das Variações sobre Mulher Rendeira, de Fernando Morais. Para a estreia de algumas peças próprias frente à Orsse, virá a Aracaju o compositor Alexandre Guerra, que regerá o seu “Conto para Cordas nº 3”, além do seu “Lamento para Cordas”. A regência das demais obras estará a cargo do diretor artístico da Orsse, maestro Guilherme Mannis. Os ingressos, a preços populares, estarão disponíveis nas bilheterias do Teatro Atheneu a partir de terça, 8. A Orsse é uma realização da Secretaria de Estado da Cultura.


Segundo o maestro da Orsse, Guilherme Mannis, ter a possibilidade da presença do compositor em Aracaju é um privilégio. “Alexandre Guerra é compositor de grande destaque em São Paulo, e suas trilhas sonoras são conhecidas em todo o meio cinematográfico nacional. Trazê-lo para reger suas obras é receber as suas ideias diretamente na fonte, sem filtros. Jorge Antunes é um dos artífices da contemporaneidade no Brasil. Seu ‘Nec Plus Ultra’ é uma peça de vanguarda, e tem de tudo para abrir a mente do nosso público. Já as Variações sobre Mulher Rendeira, do grande compositor Fernando Morais, evidenciam-nos as diversas possibilidades de abordagem de uma simples melodia do Cancioneiro Popular Nordestino.

Trata-se de uma construção de mestre concebida por Morais. Completa o programa a estreia sergipana das Bachianas Brasileiras nº 9, do excepcional Villa-Lobos. Esta, que foi a última das Bachianas, tem enorme potencial expressivo, mesclando a complexidade de Bach ao lirismo dos cantos de nosso país”, disse.

Alexandre Guerra é compositor especializado em trilhas sonoras, membro da WSA (World SoundtrackAcademy). Formou-se bacharel em composição para cinema na faculdade americana BerkleeCollegeof Music. No Brasil estudou harmonia e composição com Hans Koellreuter – nome importante da vida musical brasileira durante o século XX. Em 1995, foi laureado com o Prêmio Sharp na categoria música instrumental como melhor arranjador pelo CD “Girassol” de Ed Ribeiro Lima. Desde então, Alexandre se dedica à criação e produção de trilhas sonoras, tendo trabalhado com diretores como: Jayme Monjardim, CaoHamburguer, Sérgio Machado, Maurício Dias, Frédéric Lepage, Mara Mourão, Paschoal Samora, Lawrence Wahba e Daniel Augusto, em mais de 100 produções audiovisuais, entre filmes, séries e novelas.

Dentre eles, podemos destacar os longas-metragens “O Tempo e o Vento” (indicado na categoria melhor trilha sonora pela Academia Brasileira de Cinema), “Tudo o que aprendemos juntos”, “O Vendedor de Sonhos” e “Brasil Animado”, o primeiro longa 3D brasileiro, além de premiados documentários como “Quem se importa?” (Melhor longa – Festival de Miami) e “Mistério do Poço Azul” (prêmio de ouro na Conferência Internacional de Produtores de Ciência e História). As séries de TV: Maysa, da Rede Globo, Dino-Aventuras (primeira série produzida para a Disney no Brasil) ou ainda, séries para canais internacionais como “Sauvés de l’extinction”, cuja trilha foi gravada pela Orquestra Sinfônica de Budapeste, além de “Chasing Che”, “SecretBrazil”, “AcrosstheAmazon”, veiculadas em mais de 80 países. Paralelo ao universo dos filmes, o compositor desenvolve seu trabalho autoral, tendo dez álbuns lançados, entre eles: “Ballet de Azul e Vento” -Finalista no 26º Prêmio da Música Brasileira e “Longe...”, classificado em 25º lugar entre os Melhores da Música Brasileira. Em 2010 teve parte de sua obra de composições para filme executada pela Orquestra Experimental de Repertório sob a direção artística de Jamil Maluf como parte da série Cinema em Concerto. Em 2017, quatro de suas composições foram estreadas em concertos pelo Brasil, entre elas a “Fantasia para Violão e Orquestra Nº 1”, executada pela Orquestra Experimental de Repertório e Christian Dozza no Theatro Municipal de São Paulo e o “Lamento para Cordas” pela OCA, no Teatro Amazonas.