16/05/2018 as 11:42

‘Sinal de Alerta’ à maioridade

Banda Reação celebra 18 anos de existência com show no palco do Tequila Café.


Numa celebração à maioridade, ao sucesso perene e ao início de novo ciclo de concretização sonhos e ratificação do fazer música, a banda Reação faz show no próximo sábado, 19, a partir das 22h, no Tequila Café. Você que curtia o reggae do grupo e o espaço nos idos anos 90, achou ‘vintage’? É bem mais que isso. Com a consciência social igualitária de sempre e energia jovial, a banda de reggae dá a largada da turnê 18 anos em Aracaju para, em seguida, percorrer caminhos sonoros do Nordeste, voltar em casa e continuar a caminhada, rumo a novos e bons trabalhos.
“É um momento muito especial para a banda, completando maioridade, e celebrando num lugar histórico como o Tequila, onde já tocamos no passado e enchemos a casa. É muito legal compartilhar essa festa com o público, com esse gostinho ‘vintage’ e também com ideia de muita novidade que está por vir. Por isso, queremos a presença dos nossos guerreiros por lá, juntamente para curtir o nosso som e também das bandas BHT Sound System e Manifestação Roots Reggae”, destacou Ras Lau.

                                                 


Entre sonhos, mudanças e percalços, o grupo acumula realizações que superam a comercialização de discos; a audiência nas rádios e shows lotados. “Completar os 18 anos significa a concretização de um sonho e a gente tem trabalhado muito. Andamos pela cidade, passamos alguns percalços por conta da música porque a banda Reação não foca apenas no show artístico, mas na transformação espiritual, intelectual dos seres que têm o contato direta ou indiretamente com a nossa música. Essa é a maior realização da gente. E a gente tem conquistado, e ainda temos muita coisa ainda para conquistar”, afirmou Jr. Moziah.


Na lista de projetos vindouros para o ano de 2018, a gravação de um EP e a realização de uma campanha de financiamento coletivo para um novo disco. “Vem muita novidade por aí. Primeiro, vamos gravar um novo EP no segundo semestre e logo após lançamento, vamos promover um financiamento coletivo para poder gravar o disco da banda. Podem aguardar que todos vão poder acompanhar mais de perto o nosso trabalho, pois estamos empenhados em fazer essa divulgação através das redes sociais, estamos lá com os perfis, sempre atualizando para que todos possam ficar por dentro de tudo que está acontecendo com a gente, em nosso trabalho”, afirmou Ras Lau.

Essência
Decisivos e conscientes da mensagem que querem transmitir ao público, bem como do papel social enquanto artista, os integrantes da banda Reação mantém o discurso da igualdade e respeito entre as pessoas, sem abraçar bandeira partidária. “A nossa consciência política é a mesma de quando começou. Mantemos o nosso discurso de justiça e direitos iguais, pois é isso que prega o reggae. Levar condições igualitárias para a população carente e a gente tornar mais acessível uma boa música, um livro, festas e uma boa educação para eles que realmente precisam e merecem. Somos apartidários, somos do lado do povo”, destacou Ras Lau.


E como numa retroalimentação, é no alcance de conquistas que, na busca incessante do ‘horizonte’ que almejam, a cada dois passos de aproximação, a banda segue enérgica no distanciar de mais dois passos, tal como a utopia definida por Eduardo Galeano. Por conta disso, desistir é uma palavra que não encontrou o ‘arranjo’ harmônico nas composições da banda. “Desistir nunca passou pela cabeça da gente porque minha mãe ensinou assim: que o pobre é sempre empreendedor, pois sempre está procurando algo para trabalhar para si próprio. E a música foi o que vimos de algo para sobreviver e salvar pessoas também através da arte”, declarou Ras Lau.

Fazendo da dificuldade, aprendizado; e do arrependimento, uma possibilidade de resgate do que não fez. O baixista Ras Lau destaca um momento do grupo em que o caminho percorrido poderia ser outro. “A palavra se arrepender é boa porque a gente tem a condição de se redimir, não é? E tentar fazer o melhor. Destaco aqui um lance, não necessariamente arrependimento, mas o que poderia ter acontecido com a gente quando fomos ao Rio de Janeiro. Era para estarmos lá desde 2004 e não ter voltado mais. Isso porque, para o nosso trabalho, se a gente quer que algo aconteça, tem que ser lá no eixo sul. O próprio músico Falcão, que destaca sempre o nosso trabalho, já falou isso para gente, assim como outros produtores. Então, esse é o nosso projeto, estar lá, cada vez mais próximo”, afirmou.