05/06/2018 as 14:22

Cultura

Corredor Cultural realizará mostra alusiva ao ciclo junino

Na quarta edição, o evento trará o tema “Bodegas: Memórias de Aracaju e o Ciclo Junino”.


Corredor Cultural realizará mostra alusiva ao ciclo juninoFoto: Divulgação

Culminando com o período dos festejos juninos, seguramente uma das maiores manifestações do povo nordestino, o “Corredor Cultural Wellington dos Santos”, ‘Irmão’, espaço que há três anos ilustra a sede da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), prossegue valorizando a arte e a cultura sergipana, e nesta quarta edição do corrente ano vai exaltar o tema: “Bodegas: Memórias de Aracaju e o Ciclo Junino”.

A exposição que será festivamente inaugurada nesta quinta-feira(07), às 10h30, pelo secretário João Augusto Gama, vai fazer um resgate no modus vivendi da população, em tempos remotos, relembrando a importância que as quase extintas bodegas exerciam na vida dos aracajuanos, sem deixar de lado o ciclo junino, ressaltando que esses tradicionais estabelecimentos comerciais eram na sua maioria responsáveis pela venda de produtos inerentes aos festejos, o que certamente, colaboravam efetivamente na firmeza e manutenção das tradições.

Apesar de estarem quase em extinção e de algumas ainda se manterem intactas resistindo ao tempo e às modernidades inerentes aos novos tempos, as bodegas sempre fizeram parte da vida dos aracajuanos e muitas delas se transformaram em mercearias, barzinhos ou botequins.

Nas bodegas se vendia de tudo, desde mantimentos pesados na hora, a exemplo de açúcar, café, jabá, bacalhau, manteiga; ou medidos a granel, como óleo de cozinha, querosene, entre outros, além de sabão, sabonete, doces, vinagre, ovos, fubá de milho... entre muitos outros itens do consumo diário de uma casa.

Além dos cantinhos reservados nesses estabelecimentos para se beber uma cachacinha pura jogando conversa fora e muita prosa, outra indispensável referência que marcou o tempo e identifica perfeitamente a existência das bodegas, eram os indispensáveis caderninhos que serviam para a anotação das compras feitas pelos fregueses através do famoso fiado, onde tudo era anotado tanto no que ficava com o bodegueiro, como no outro que ficava para o controle do cliente. No fim de cada mês, somava-se tudo e era pago na sua totalidade ou em pequenas parcelas, ficando o restante para o mês seguinte, sem que fosse cobrado nenhuma espécie de juro.

Bodegas de Aracaju, cada um sabe das que habitaram o seu cotidiano, com os seus donos que podem ter sido muitos Josés, Manoéis, Joãos e Marias, entre tantos outros nomes.

Mantendo firme o trabalho e o objetivo de sempre divulgar a arte e os artistas sergipanos em três modalidades: pintura, escultura e fotografia, podendo também fazer incursão da xilogravura, a cada edição o “Corredor Cultural Wellington dos Santos, ‘Irmão’, aproveita o teor multicultural e festivo do evento para também prestar homenagens.

Desta vez as homenagens vão girar em torno de empresários e comerciantes que ao longo do tempo vêm prestando relevantes serviços para o desenvolvimento das atividades comerciais em nosso estado, assim como as quadrilhas juninas ‘Século XX’, ‘Unidos de Asa Branca’ e ‘Pioneiros da Roça’, ambas detentoras de inúmeras vitórias nos concursos realizados dentro e fora de Sergipe, oportunidade em que tanto as personalidades como também os líderes das agremiações, serão agraciados com um certificado de menção honrosa diante dos serviços prestados em prol da arte.