04/07/2018 as 10:48

Cultura

Seminário debate participação feminina no setor audiovisual



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Seminário debate participação feminina no setor audiovisualFoto: Divulgação

O Ministério da Cultura (MinC), por meio da Agência Nacional do Cinema (Ancine), promove hoje, 4, em São Paulo, a segunda edição do Seminário Internacional Mulheres no Audiovisual. Realizado em parceria com o Sesc-SP, o evento integra a programação do 1º Festival Internacional de Mulheres (FIM), que conta com duas mostras competitivas e programas especiais com filmes sobre protagonismo feminino.

O seminário vai abordar as políticas públicas e as ações da sociedade civil no Brasil e no mundo que propõem a redução da desigualdade de gênero no setor e que buscam dar mais voz e visibilidade às mulheres no mercado audiovisual. Entre os debatedores estão duas influentes ativistas estadunidenses – a atriz e produtora Fanshen Cox, criadora do Inclusion Rider, iniciativa que propõe uma cláusula de equidade que os atores podem exigir como parte de seu contrato, estipulando que a narrativa do filme e as equipes de trabalho por trás dele reflitam a diversidade existente na sociedade, e a comunicóloga Mercedes Cooper, diretora de Marketing da Array, empresa fundada pela cineasta Ava DuVernay para a distribuição e divulgação de filmes produzidos por mulheres e pessoas negras.

Além das apresentações das duas estadunidenses, que ocorrerão no painel “Sociedade Civil e Empresas em Prol da Diversidade – A experiência norte-americana”, o seminário vai contar com mais quatro mesas de debate: Panorama da diversidade na TV e no Vídeo por Demanda; Panorama da diversidade na publicidade brasileira; Mudando a percepção sobre o assédio; e Apresentação e assinatura do Pacto Antiassédio do setor audiovisual. 

Políticas afirmativas

Este ano, no lançamento do programa #AudiovisualGeraFuturo, o MinC incluiu cotas de gênero e raça em 10 dos 11 editais publicados. A adoção de cotas se deu a partir de estudo feito pela Ancine e divulgado em janeiro de 2018. A Ancine, utilizou como base os 142 longas-metragens brasileiros lançados comercialmente em salas de exibição no ano de 2016. De acordo com o estudo, dos 142 longas-metragens brasileiros lançados comercialmente em salas de exibição em 2016, 75,4% foram dirigidos por homens brancos e as 19,7% por mulheres brancas. Apenas 2,1% foram dirigidos por homens negros e nenhum filme foi dirigido ou roteirizado por mulheres negras.