09/07/2018 as 09:19

Cultura

Patrícia Polayne representa Sergipe no Prêmio Grão de Música

Com isso, a canção ‘Arrastada’ conquista o segundo prêmio em nível nacional.


Patrícia Polayne representa Sergipe no Prêmio Grão de MúsicaFoto: Márcio Garcez

A pluralidade de tons, multiplicidade de sons, artistas e estados estão presentes em mais uma edição do Prêmio Grão de Música que este ano contempla 15 artistas de 12 estados, entre os quais, Sergipe com a canção ‘Arrastada’, de Patrícia Polayne. A cerimônia de entrega acontecerá no dia 20 de outubro, em São Paulo, e as músicas dos artistas premiados também são reunidos em um disco coletânea produzido pelo PGM, que é distribuído gratuitamente e disponibilizado no em formato digital no site do prêmio.

Idealizado pela cantora e compositora Socorro Lira, o prêmio tem como critério o conjunto da obra, não havendo a necessidade do material ser datado ou lançamento e foi de encontro com Patrícia Polayne que ‘Arrastada’ foi convidada a participar da seleção. “Conheci a Socorro Lira num show aqui em Aracaju, que teve também a Mary Barreto. Fizemos a Ciranda de Poetisas e a partir desse contato, ficamos amigas de rede social, nos comunicando, ela é militante de várias causas e partir desse contato, ela conheceu meu trabalho, ouviu ‘Arrastada’ e aconteceu o convite para receber o prêmio. Ela se apaixonou pela canção”, disse Patrícia Polayne.

Ela ainda ressalta a honra de participar de uma premiação em que a análise é a partir da trajetória do artista. “Me sinto honrada em participar dessa premiação dedicada à canção brasileira. E o que é mais especial nessa premiação é que ela permeia a trajetória do artista, o conjunto da obra. Apesar de só um disco lançado, essa canção “Arrastada”, mais uma vez, foi a escolhida para compor a coletânea que vai ser lançada com a premiação. A ‘Arrastada’ foi premiada no 1º Festival Nacional das Rádios Públicas, sendo esse agora o segundo prêmio nacional”, declarou.

Paraibana, Socorro Lira fala sobre a representatividade nordestina no prêmio que tem também contemplados nos Estados do Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. “O Nordeste é forte e muito grande, impossível ficar de fora tanto pela qualidade do que cria e dispõe, quanto pela força que exerce sobre o país em muitos aspectos. Esses Estados tem a graça de ter o amor de seus/suas artistas que preferem “ficar em casa” e criar a partir daí. É muito importante contar com o entendimento e adesão dessa moçada. De Sergipe ano passado tivemos Joésia Ramos e, esse ano, Patrícia Polayne”, disse.

Sobre a diversificação dos estados na quinta edição do prêmio, a organizadora ressalta a necessidade de ressignificação do espaço da música brasileira. “É a afirmação de que é preciso re-criar espaço para a canção brasileira, ou a MPB. Essa canção tem um potencial enorme de elevar a consciência das pessoas pelo teor poético e musical, mas não só. Também pela força política. O Brasil e sua população precisam ser afirmados. Caso contrário não sobrará nem o nome do que desejamos como nação soberana, mais justa e feliz. Tudo o que fizermos nesse sentido está valendo”, falou.

NOVIDADES

Na ansiedade de realização da cerimônia de premiação, Socorro Lira já revela novidades para a edição do próximo ano. “Assim como estabelecemos as Curadorias Regionais em 2018, a partir de 2019 pretendemos avançar na comunicação. Não adianta criar e produzir arte e vê-la subaproveitada. O povo gosta de coisa boa! E quer essa música, embora não tenha acesso pela mídia tradicional atrelada a outros sistemas mercadológicos. Então, vamos convidar críticos e críticas de música, jornalistas, pessoas afinadas com a proposta, para escrever sobre a canção brasileira atual. Alguns espaços como o Almanaque Brasil serão plataformas parceiras para dispormos esse conteúdo”, disse.

Gilmara Costa/Equipe JC