27/08/2019 as 10:35

Cultura/Música

Luno lança 'Valerie'

Single integra o disco de estreia de carreira solo do artista, ‘Homo Pacificus’.


Nesta sexta-feira, 30, tem rock psicodélico em Aracaju. Luno fará show inédito para lançar “Valerie”, primeiro single do disco de estreia solo, “Homo Pacificus”. O show acontecerá às 23h, no Che Music Bar, e terá participações especiais de grandes músicos da cena musical sergipana – Julico (The Baggios), Taya, Yves Deluc (Cidade Dormitório), Renata Abreu e Werden. Influenciado pelo rock psicodélico, jazz e música indiana, Luno inicia carreira solo representando Sergipe no movimento do rock psicodélico brasileiro.


“Convido o público para uma imersão no jardim do psíquico, numa atmosfera de transe sonoro proposta pelo rock psicodélico. No palco, seremos contemplados pelas projeções visuais alucinógenas do artista Gabriel Barretto e teremos uma conexão musical em torno do Homo Pacificus, conceito do meu primeiro disco solo. A música Valerie é o primeiro single desse disco, que reflete um novo ciclo que se inicia. É o primeiro disco que assumo todas as composições e vocais, então há uma nova energia direcionada para este show”, explicou Luno.


Sobre o novo disco, o compositor destaca as relações sociais mergulhadas na psicodelia humana e sonora. “No Homo Pacificus, faço uma leitura elétrica e bem-humorada do conceito de valor no mundo contemporâneo e das relações sociais, comunicando sonoramente sensações humanas e dialogando com sentimentos básicos como o amor, o medo e a angústia. Estou muito bem acompanhado pelos músicos Gabriel Perninha (The Baggios) e Léo Airplane (Plástico Lunar), que dão vazão a todas essas viagens astrais. Tudo é executado através de um baixo elétrico, um piano, sintetizadores, bateria, efeitos sonoros e muito amor. O projeto recebe grandes influencias do rock psicodélico, jazz e música indiana”, disse.


Para o início do compartilhamento do ciclo solo, Luno conta o que levou à escolha de Valerie. “É uma música que fala sobre desconstrução. Nela existe uma necessidade de sair de um estado mental afetado e buscar uma solução para reaprender a amar. A letra foi baseada em uma história real sobre amor e rupturas. Uma tragédia de certa forma bonita que aconteceu, já que o protagonista, vítima de uma grande desilusão, termina por entender que existem coisas que fogem do seu controle e que não há o que fazer a não ser: aceitar”, disse.

Luno
Luno apresenta sólida bagagem na música sergipana e brasileira, sendo co-fundador de bandas como Plástico Lunar e A Banda dos Corações Partidos. Baixista, cantor e compositor, Luno estará acompanhado pelos consagrados músicos Gabriel Perninha (bateria) e Leo AirPlane (teclados e sintetizadores) e levará para o show o conceito do primeiro disco solo, o Homo Pacificus, permeado por viagens astrais, reflexões existenciais e leituras bem-humoradas das relações humanas.   


Eu comecei a tocar em 1998. Com alguns projetos, pude circular pelo país e tocar em grandes festivais. Com a Plástico Lunar, toquei no Abril Pro Rock, no Festival do Sol, no Bananad’ e no Psicodália, entre vários outros. Já com A Banda dos Corações Partidos, toquei na Virada Cultural de São Paulo e na Feira da Música Brasil. Nesse processo aprendi muito. Cada viagem, cada disco lançado, cada vivência que pude ter nesses 20 anos de música me trouxe até aqui e eu sou muito grato por tudo que passei.

 

Por Gilmara Costa/Equipe JC

Foto: Gabriel Barreto