28/08/2026 as 10:36
MÚSICANa faixa, Luno transforma uma composição da juventude em uma espécie de carta sonora sobre mudança, desejo e a necessidade de imaginar novos horizontes.
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Há algo de cinematográfico em “Colorida Barca”. Sons de navegação, vozes de passageiros e tripulantes e um arranjo de cordas que se expande ao longo da música criam a sensação de uma embarcação seguindo em direção a algum lugar ainda desconhecido. Na faixa, Luno transforma uma composição da juventude em uma espécie de carta sonora sobre mudança, desejo e a necessidade de imaginar novos horizontes.
O single chegou às plataformas digitais na última sexta-feira, 28 de agosto, e inaugura a sequência de lançamentos de Mantracaru, segundo álbum do músico sergipano, previsto para setembro.
“A ‘Colorida Barca’ está cheia de gente clamando por um mundo melhor. Para além de tudo, espero poder compartilhar uma mensagem de esperança”, afirma Luno.
A música aproxima uma valsa psicodélica ao rock rural, folk brasileiro e referências de canções dos anos 70, em uma sonoridade que dialoga com artistas e grupos como Sá, Rodrix & Guarabyra, A Barca do Sol, O Terço e Syd Barrett.
Arranjos orquestrais
A sonoplastia reproduz sons de uma embarcação e reúne o canto uníssono de passageiros e tripulantes, enquanto violinos, viola e violoncelo ampliam a atmosfera da composição.
Os arranjos de cordas são assinados pelo maestro James Bertisch e executados por Junior Vanzella e Francisco Júnior (violinos), Fabíola Fontele (viola) e Thiago Salvino (violoncelo), músicos da Orquestra Sinfônica de Sergipe (Orsse).
Mas “Colorida Barca” também carrega uma história anterior ao disco. Composta por Luno Torres e Diego Bezerra, a ideia da música nasceu ainda na juventude do artista e ficou incubada desde então, até ser retomada e ganhar novos versos durante o processo de produção de Mantracaru.
“É uma canção antiga que eu sempre quis gravar. Ela representa sonhos de mudança, a iniciativa da partida para se buscar algo melhor e a fé na caminhada”, conta Luno.
Um novo capítulo
Previsto para setembro deste ano, o Mantracaru chega cinco anos após Homo Pacificus, lançado em 2021, e marca uma ampliação da pesquisa artística do músico. O álbum articula elementos que vão da canção ao experimento sonoro, aproximando a psicodelia brasileira, a espiritualidade, referências regionais e a reflexão social.
O próprio título sintetiza parte dessa proposta: “Mantracaru” une “mantra”, associado à repetição, introspecção e transformação, a “mandacaru”, símbolo de resistência e permanência. Dentro desse universo, “Colorida Barca” ocupa um lugar particularmente luminoso, como uma primeira aproximação a um disco que também percorre terrenos mais críticos, sombrios e míticos.
O projeto é realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio do Ministério da Cultura, Governo Federal, Governo do Estado de Sergipe e Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (FUNCAP/SE).
“Colorida Barca” está disponível nas principais plataformas de música. Ouça através do link: https://tratore.ffm.to/luno