10/08/2018 as 08:30

Economia

Economia em Sergipe segue a passos lentos, diz Acese

Só em 2020 a economia brasileira deve retornar ao nível de 2014.


Economia em Sergipe segue a passos lentos, diz AceseFoto: Divulgação

O país enfrenta uma dura crise econômica financeira que se arrasta por anos e segue a passos lentos para a recuperação. Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, o país deve retornar ao nível do PIB (Produto Interno Bruto) que tinha em 2014, quando a crise teve início, somente em 2020. Em Sergipe o cenário não é diferente do nacional, e há quem diga que pode ser até mais grave em alguns aspectos, tendo recuperação ainda mais lenta do que no restante do país.


É o que acredita o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Sergipe (Acese), Marco Pinheiro. Segundo ele, há situações muito preocupantes para o Estado, a exemplo da desestabilização da Petrobras que vem desativando investimentos e desacelerando setores da econômica.


“Hoje temos menos petróleo, tivemos perdas na citricultura, porque a região centro-sul do estado deixou de ser a grande produtora de laranja, a indústria do cimento perdeu com o fechamento da Nassal. Não temos perspectivas econômicas para melhorar o setor de comércio e serviços. Ou seja, Sergipe está, em algumas situações, mais grave do que o Brasil”, salienta Pinheiro.


Segundo a FGV, a recuperação atual está muito lenta se comparada a outros períodos após recessões longas que o país passou em décadas passadas. O crescimento médio atual está em 0,5% do PIB por trimestre, o que significa que se o ritmo for mantido, demorará mais 11 trimestres para atingir o nível pré-crise. Para 2018, a previsão de crescimento é de 1,7%.


Todos os índices apontam para uma desconfiança grande dos empresários e consumidores. “O nosso estado perdeu a capacidade de investimento e infraestrutura. O que é fundamental para o desenvolvimento econômico. O que falta é o entendimento dos três poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário) de enxugar as despesas desnecessárias, cortar despesas mesmo, para que se possa ter uma sobra. O estado não pode continuar gastando aquilo que não tem. E não pode aumentar a carga tributária. Reforma tributária é importante, reforma previdenciária é fundamental. A previdência privada não vai mudar. O buraco e o déficit são no setor público”, afirma o presidente da Acese.


Pinheiro acrescenta ainda que o Governo de Sergipe gasta por mês cerca de R$ 110 milhões com previdência social, quando poderia estar sendo investido em infraestrutura e obra. Segundo o presidente, 80% do que o governo arrecada é gasto com pagamento de folha de pessoal e previdência.
“Não pode ter todo o recurso do estado ser direcionado para pagar folha e pensionista. É zero para investimento. Não melhora estradas. Não abre emprego para a construção civil. Não resolve o déficit da previdência. Na hora que o estado perde a capacidade de investimento, a economia sofre. Porque compete ao estado fazer estradas, facilitar a vinda de indústrias para o estado, novas economias etc”, disse.


Para Pinheiro, o que resta é desejar que os próximos candidatos ao governo apresentem propostas viáveis. “Os candidatos precisam apresentar planos estratégicos para que o estado volte a ter capacidade de investimento. Qualquer proposta de recuperação econômica que passe pela própria economia. É preciso economizar. O estado gasta demais. Tem os aluguéis, mordomias de carros, combustíveis, quando soma tudo isso a conta é alta. Agora, o grande problema, que ninguém quer falar, chama-se Reforma da Previdência”, conclui.

Laís de Melo/Equipe JC











Quer receber as melhores notícias no seu Whatsapp?

Cadastre seu número agora mesmo!

Houve um erro ao enviar. Tente novamente mais tarde.
Seu número foi cadastrado com sucesso! Em breve você receberá nossas notícias.