23/08/2018 as 14:06

Economia

Pesquisa revela que 63,9% das famílias estão endividadas

Maior responsável pelas dívidas em SE ainda é o cartão de crédito.


Pesquisa revela que 63,9% das famílias estão endividadasFoto: Jadilson Simões/Equipe JC

O ritmo da economia brasileira tem provocado mudanças de comportamento e situações nada agradáveis para as famílias, como o não pagamento das contas em dia por diversos problemas no orçamento familiar. De acordo com a Pesquisa da Confederação Nacional do Comércio, em julho o número de famílias sergipanas endividadas ficou em 63,9%. Já as famílias com alguma conta em atraso eram de 43,6% e que não tinham condições de pagar 38,1%.

Ainda segundo a pesquisa, o maior responsável pelas dívidas ainda é o cartão de crédito (74%); sem seguida vem o crédito consignado (13,1%); carnês (12,3%); financiamento de casa (10,1%); e financiamento de carro (7,3%).

De acordo com o professor e economista Josenito Oliveira Santos, uma das principais causas de endividamento é a falta de planejamento financeiro. “Ou seja, as pessoas acabam ficando sem controle. É necessário praticar a educação financeira, anotar e controlar suas despesas para saber para onde está indo seu dinheiro. O planejamento financeiro tem muitas vantagens, pois possibilita às  pessoas, além de controlar seus gastos, a realizarem seus sonhos, de curto prazo (comprar um celular), de médio prazo (fazer uma viagem) ou de longo prazo (comprar um veículo ou um imóvel)”, afirma.

Questionado se há previsão de melhora desse cenário, ele explica que o país está vivendo uma crise econômica aliada à crise política, o cenário é de incertezas e a previsão é que a economia só volte a se fortalecer daqui a dois ou três anos. “Portanto, é necessária cautela e consumir apenas o necessário, dentro seu orçamento”, colocou.

Intenção de consumo

Outro indicador do CNC mostra que a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) teve leve reação em agosto. O indicador apurado alcançou 85,6 pontos, um aumento de 0,6% em relação ao mês passado e de 10,7% em relação ao mesmo período de 2017. Quatro componentes da pesquisa tiveram crescimento mensal, com destaque para o nível de consumo atual (+3,4%) e perspectiva de consumo (+1,8%).

Perspectivas para 2018

Com o fraco crescimento da economia e as dificuldades de reação do mercado de trabalho, a CNC reduziu novamente a projeção das vendas do comércio varejista de 4,8% para 4,5% em 2018, assim como as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) (agora variação de 1,6%, ante 1,8%) e a geração de 500 mil postos de trabalho.