19/06/2019 as 14:00

Luta olímpica

Atleta sergipano participa do Mundial Escolar Combate Games

Evento que ocorre nesta semana em Budapeste, na Hungria


Atleta sergipano participa do Mundial Escolar Combate GamesFoto: SSP/SE

Dedicação, superação e persistência. Essas três palavras definem bem o cotidiano dos alunos de judô e luta olímpica do projeto “A Escola vai ao Batalhão de Choque”, da Polícia Militar de Sergipe (PM/SE), e tem como parceiro o Serviço Social da Indústria de Sergipe (SESI/SE). Desde a sua fundação, em 2011, a ação de prevenção desenvolvida inicialmente junto à comunidade do bairro América, em Aracaju, traz resultados significativos para Sergipe.

São 160 pessoas que treinam nas instalações do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP) da Polícia Militar, sem contar na lista de espera com cerca de 200 interessados em ingressar no esporte. As aulas são ministradas pelo cabo Élvio, que possui licenciatura em educação física e é faixa preta segundo dan pela Confederação Brasileira de Judô, e uma equipe de voluntários que se uniram à causa para incrementar e dar mais qualidade aos treinos. Criado pelo coronel Carlos Rolemberg (PM/SE) o “A Escola vai ao Batalhão de Choque”, que completa oito anos no mês de agosto, iniciou sua atuação apenas com os jovens do bairro América, mas hoje já recebe alunos de outras localidades.

Um exemplo da atuação do projeto e dos resultados que ele traz é a aluna do SESI Sergipe, Dayanne Gabryele da Silva Santos, de 15 anos. Participante desde os 9 anos, foi medalhista de ouro nos Jogos Escolares da TV Sergipe, em judô e na luta olímpica. Na segunda etapa do Circuito Sergipano de Judô foi campeã na categoria sub 18 e vice-campeã na categoria sub 21.

A atleta salienta a dimensão da atividade em sua vida. “A partir do momento que você começa a se dedicar a um esporte você abre mão de muita coisa, mas quando os resultados começam a chegar você percebe que valeu a pena todo o esforço”. Além disso, ela enfatiza uma realidade ainda comum nas periferias, “da rua onde eu morava sou a única menina que não engravidou, que não está casada apanhando do marido ou presa”, afirma Dayanne.

A iniciativa traz muitos resultados e nesta semana a atenção é para o jovem Mateus Freire Santos, de 15 anos, oriundo do projeto, que representa o Brasil no Mundial Escolar Combate Games, que ocorre em Budapeste na Hungria. O evento reúne os melhores atletas das artes marciais karatê, judô, taekwondo e luta olímpica. Mateus disputa na luta olímpica, na modalidade greco romana, com outros atletas do mundo. O jovem é morador do bairro América, ingressou no projeto aos 11 anos e hoje, com 15 anos, já desempenha importante papel a nível internacional.

Para o instrutor Élvio Marcelo a parceria do SESI é fundamental para a continuidade dessa ação social. “O SESI está com a gente desde o início do projeto, é o primeiro grande e único parceiro. Sem o SESI nós não teríamos acesso aos quimonos e as malhas olímpicas que são muito caras, não teríamos tantos resultados expressivos, não teríamos revelado tantos talentos de crianças pobres do bairro América que hoje são os melhores no judô e na luta olímpica tanto em Sergipe quanto no Brasil.”. Élvio acrescenta ainda que o projeto retira crianças de uma perspectiva de marginalização e insere essas crianças numa perspectiva de serem atletas de alto nível, com rendimento, como é o caso de Dayanne, Mateus e de outros alunos que se destacam no esporte.

 

 











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