19/05/2020 as 10:33

FUTEBOL

Flamengo trabalha prevendo uma paralisação prolongada

Apesar da maior receita em 2019, impacto da pandemia será expressivo

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Flamengo trabalha prevendo uma paralisação prolongada

Líder entre os clubes na promoção do retorno do futebol, o Flamengo já trabalha com hipótese de paralisação prolongada. Na última sexta-feira, o clube publicou um balanço do primeiro trimestre de 2020. No documento, a diretoria reviu sua expectativa de impacto da paralisação da Covid-19 nas finanças rubro-negras. “Agora sabemos que o impacto na atividade do esporte, em especial na economia do futebol, é mais longo e severo do que imaginado em março.

O que indicava uma limitação de público e o risco de uma eventual paralisação de dois meses, com retorno gradativo, não se confirmou. As incertezas e ações governamentais, indicam um aprofundamento deste cenário, não sendo possível indicar com precisão o fim da crise”, diz o relatório. Com uma gestão considerada modelo no país, o Flamengo foi o clube com maior receita no Brasil em 2019. Mesmo com a arrecadação próxima de R$ 1 bilhão no ano passado, o impacto da pandemia será significativo.

Em abril, o Flamengo deu início a um processo de contenção de gastos que envolveu demissões de funcionários e redução de salários, inclusive de jogadores. A diretoria também buscou acordos para o adiamento e parcelamento de pagamentos. Receitas e investimentos elevados No balanço do primeiro trimestre, o Flamengo apresentou crescimento tanto na receita líquida como no superávit em relação a 2019. A receita alcançou R$ 256,7 milhões e o superávit R$ 53,9 milhões. Os números são 7% e 24%, respectivamente, superiores aos do ano anterior. Mais uma vez, o clube investiu pesado no elenco, e pelo terceiro ano consecutivo superou a casa dos R$ 100 milhões.

O destaque em 2020 foi a compra dos direitos econômicos de Gabigol junto à Inter de Milão. O Flamengo pagou quase 96 milhões para continuar a contar com o artilheiro. Outros investimentos de peso foram o atacante Michael (R$ 38,5 milhões) e o zagueiro Léo Pereira (R$ 30 milhões). Comandado pelo presidente Rodolfo Landim, o Flamengo se tornou uma potência no futebol. Seu maior desafio, entretanto, vem agora de fora dos campos. O enfrentamento dos impactos da pandemia sobre o clube serão uma prova de fogo para a diretoria. Manter o elenco milionário, um técnico europeu e a estrutura de ponta num cenário de receitas em queda, vai exigir competência e criatividade. (Gazeta Press)