02/02/2019 as 07:36

Entrevista – Nando Reis

 “As músicas são como pessoas: quando nascem  são bebês, com o tempo se tornam adultos”  


 “As músicas são como pessoas: quando nascem  são bebês, com o tempo se tornam adultos”   Divulgação

 ‘Nando Reis – Voz e Violão” é o show que acontece hoje, 2, no Espaço Emes, numa apresentação de clássicos em releituras, músicas de outros autores e também canções que não foram gravadas pelo artista. Num distanciamento do tempo em que foram compostas e na proximidade da voz do artista com o instrumento companheiro de tantas notas, Nando Reis faz da apresentação, um encontro de sonoro de ‘ontens’ com o público presente. É sobre esse show, o desafio de apresentações na companhia da Orquestra Petrobras Sinfônica e o novo disco que Nando Reis conversou com o JORNAL DA CIDADE. Boa leitura!

 

Gilmara Costa – Da Equipe JC

 

JORNAL DA CIDADE - Mais intimista, com releituras de canções e apresentando a forma como foram concebidas, o show 'Nando Reis – Voz e Violão' é um encontro saudoso seu com o momento em que criou os clássicos sendo compartilhado com o público? 

NANDO REIS - Não exatamente, porque justamente nesse show o repertório vai muito mais além do que apenas as músicas conhecidas. Também apresento canções que raramente toco, músicas de outros autores, músicas minhas que nunca gravei. Mas de todo modo, o encontro com meu violão é a origem de tudo aquilo que já compus.

JC - Qual das canções presentes no repertório é um clássico que mais se distancia da forma como foi concebida? 

NR - A maioria das músicas foi composta assim: eu com o violão. Salvo algumas poucas que apenas fiz a letra, como é o caso da minha parceria com Samuel. Mas, a forma como interpreto as canções no show está muito distante daquilo que elas eram no momento, ou no processo de criação. As músicas são como pessoas: quando nascem são bebês, com o tempo se tornam adultos.

JC - E quanto à turnê de concertos com a Orquestra Petrobras Sinfônica? Como tem sido a receptividade do público? 

NR - Foi ótimo! Incrível mesmo. Fizemos um show emocionante.

JC - Foi um desafio alinhar o erudito com as suas músicas? 

NR - O maior desafio de minha carreira. Exigia muita concentração. O show tinha uma hora e trinta minutos, mas quando terminava parecia que eu tinha corrido uma maratona.

JC - Há possibilidade desse projeto se prolongar e chegar a mais estados, inclusive em Sergipe? 

NR - Por enquanto não. Foram apenas seis shows. Mas gravamos algumas das músicas, e é bem provável que lancemos um disco com esse material mais pra frente. 

JC - E por onde mais andará Nando Reis nesse ano de 2019? Existirão novas trilhas sonoras a seguir, que já estão sendo planejadas e podem ser reveladas?

NR - Lanço meu disco novo em abril e entro em turnê em junho. Só com canções do repertório discográfico de Roberto Carlos.