04/05/2026 as 11:37
ENTREVISTAAlex Garcez, aborda os principais avanços da Fundação, os impactos desses investimentos para a ciência e a inovação no estado, e os caminhos para fortalecer ainda mais o empreendedorismo e a pesquisa tecnológica em Sergipe.
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Com uma trajetória de mais de duas décadas, a Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE) vem se consolidando como uma das principais indutoras do desenvolvimento da ciência, pesquisa tecnológica e do empreendedorismo inovador no estado. Vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), a Fapitec/SE vem desempenhando um papel estratégico na articulação entre escolas, academia, setor produtivo e poder público e no fortalecimento do ecossistema de inovação sergipano. Entre 2023 e 2025, a Fapitec/SE intensificou os investimentos em pesquisa científica, inovação tecnológica e empreendedorismo inovador, promovendo avanços concretos e gerando novas oportunidades.
Para 2026, a projeção é de um novo aporte de R$ 25 milhões, reforçando o compromisso com um modelo de desenvolvimento sustentável e inclusivo para Sergipe. Nesta entrevista, o diretor-presidente da Fapitec/SE, Alex Garcez, aborda os principais avanços da Fundação, os impactos desses investimentos para a ciência e a inovação no estado, e os caminhos para fortalecer ainda mais o empreendedorismo e a pesquisa tecnológica em Sergipe.
JCSOCIAL - Na prática, como a Fapitec/SE tem aproximado a produção científica da sociedade sergipana?
ALEX GARCEZ: A Fapitec/SE tem atuado para integrar a produção científica às necessidades reais da sociedade sergipana. Esse trabalho se concretiza, sobretudo, por meio do fomento a projetos de pesquisa, direcionados a áreas estratégicas do Governo de Sergipe como saúde, educação, segurança, transformação digital, petróleo e gás, energias renováveis, meio ambiente, desenvolvimento regional, entre outros, garantindo que o conhecimento gerado tenha aplicação prática e gere benefícios diretos para a sociedade sergipana. Outro ponto importante é o estímulo à inovação e tecnologia, à exemplo dos programas Centelha e Tecnova, aproximando pesquisadores de empresas, startups e do setor produtivo. Essa conexão permite que soluções tecnológicas e inovadoras se transformem em produtos, serviços e políticas públicas, gerando impacto direto na vida da sociedade sergipana.
JCSOCIAL - A fundação vem registrando aumento nos investimentos em ciência, tecnologia e inovação. Que impactos concretos esses números já geraram para o estado?
ALEX GARCEZ: Os resultados são bastante expressivos. Entre 2023 e 2025, investimos R$ 67,8 milhões por meio de 70 editais, o que viabilizou a contratação de 1.379 projetos, o apoio a 1.965 bolsistas e a atuação de 1.295 pesquisadores, além do incentivo direto a 116 empresas. Esses números refletem uma expansão significativa da capacidade científica, tecnológica e inovadora do estado. Só nas áreas de inovação e tecnologia, investimos mais de 28 milhões de reais. Assim, a perspectiva para 2026, é de mais de R$ 15 milhões em investimentos, somando R$ 43 milhões. Na prática, isso se traduz no fortalecimento da formação de recursos humanos altamente qualificados e na consolidação de uma base científica mais robusta em Sergipe. Ao mesmo tempo, os projetos apoiados têm gerado soluções inovadoras, contribuído para o aprimoramento de processos produtivos e fortalecendo as cadeias econômicas locais.
JCSOCIAL - O interior de Sergipe também tem sido contemplado por essas ações? Quais estratégias têm sido adotadas para descentralizar o acesso à ciência e tecnologia?
ALEX GARCEZ: A interiorização é uma diretriz estratégica da Fapitec/SE. Trabalhamos para garantir que os investimentos em ciência, tecnologia e inovação cheguem a todas as regiões do estado, respeitando e potencializando as iniciativas locais. Entre as estratégias adotadas estão o lançamento de editais que incentivam projetos em instituições localizadas fora da capital e região metropolitana, o apoio a iniciativas voltadas para arranjos produtivos locais e a realização de ações de formação e difusão científica no interior. Essa descentralização contribui para ampliar oportunidades, reduzir desigualdades regionais e fortalecer o desenvolvimento territorial. Essa ação integra o planejamento estratégico do Governo de Sergipe.
JCSOCIAL - A aprovação da Lei do Cientista Serigy representa um marco. O que muda, de forma concreta, para pesquisadores e instituições no estado?
ALEX GARCEZ: A Lei do Cientista Serigy representa um avanço estruturante ao aproximar, de forma mais direta, a produção científica da gestão pública. Um dos pontos mais relevantes é a criação de mecanismos que permitam a inserção de pesquisadores dentro da própria estrutura do governo estadual, atuando de maneira estratégica na formulação e qualificação de políticas públicas.Na prática, esses profissionais passam a colaborar no diagnóstico de problemas reais, na proposição de soluções baseadas em evidências, na avaliação de políticas já implementadas e na otimização de processos administrativos. Isso contribui para uma gestão mais eficiente, transparente e orientada a resultados.
JCSOCIAL - Ao completar 20 anos de trajetória, quais conquistas da Fapitec o senhor considera mais estruturantes para o desenvolvimento de Sergipe?
ALEX GARCEZ: Ao longo dessas duas décadas, a Fapitec/SE consolidou-se como uma instituição fundamental para o fortalecimento da ciência e da inovação no estado. Entre as principais conquistas estão a estruturação de programas de fomento contínuo e inéditos, a formação de milhares de pesquisadores e o apoio a projetos estratégicos que impactam diretamente o desenvolvimento de Sergipe. Ademais, atuamos na formação de profissionais qualificados, que hoje atuam em diferentes áreas estratégicas, contribuindo diretamente para o crescimento do Estado. Os investimentos em projetos científicos e tecnológicos permitiram avanços concretos em diversas áreas, com impactos reais na economia e na qualidade de vida da sociedade sergipana. A perspectiva para o pleito de 2026 é o investimento de mais R$ 25 milhões, somando com os investimentos de 2023 a 2025, totalizando um aporte de mais de R$ 80 milhões em CT&I.