05/02/2018 às 15h36 - Mercado

Aracaju fechou 2.500 postos de trabalho no ano passado

Número é muito maior do que a média de Sergipe e preocupa.

Por: Grecy Andrade/ Equipe JC

O ano de 2017 ficou marcado como o pior ano para o mercado de trabalho no país desde 2012. Com uma taxa média de 12,7%, o desemprego atingiu o maior nível da série histórica, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), divulgada pelo IBGE. Até o momento, o IBGE não divulgou ainda o fechamento dos estados, no entanto, Sergipe vinha tendo uma taxa de desemprego maior que a média nacional, por isso, provavelmente vai fechar o ano com a taxa de desempenho acima de 12%, já que Aracaju é a 25ª, entre 50 cidades, com o maior número de fechamento de postos de trabalho. 

 

Foto: André Moreira/ Equipe JC
Luis Moura afirma que Aracaju ocupa a 25ª posição no país

 

“Aracaju é a cidade que mais fechou postos de trabalho em Sergipe, ela está entre as 50 cidades que mais fecharam postos de trabalho no país, ocupa a 25ª posição pelo fechamento de 2.500 postos, número bem maior que a média de Sergipe, que foi de 1.380. Ou seja, algumas cidades tiveram saldo positivo, Aracaju não teve. Isso é preocupante, cidade como o Rio, por exemplo, fechou 90 mil postos, já São Paulo, fechou 14 mil. Isso assusta porque a situação do estado não induz a afirmar que vai ter melhoria da situação”, revelou.

 

O economista explica ainda que no país, o fechamento de 2017 continua sendo maior que 2016, mas houve uma queda no primeiro trimestre. Segundo ele, é preciso ver o primeiro trimestre deste ano, a comparação com o passado e verificar se houve uma tendência de queda do desemprego. Além disso, está havendo a tendência de aumento dos empregos informais e por conta própria.

 

“A novidade é que 2017 teve pela primeira vez uma maioria formada por empregos formais e conta própria. São 34 milhões de empregados formais e 33 milhões de trabalhadores com carteira assinada e 34 milhões informais. Isso vai gerar um impacto na previdência social muito grande. Isso quer dizer que 1,8 milhão de pessoas deixam de contribuir para a previdência porque são informais; isso vai afetar a previdência porque vão se aposentar e não terão contribuído”, alertou.

 

Ainda segundo Moura, a própria legislação trabalhista não teve seus efeitos detectados pela pesquisa. Pode haver aumento da formalidade, mas os contratos formais tendem a ser precarizados, se houver a criação dos empregos formais, vai ser da ótica da reforma trabalhista.

 

“Só vai ter retomada do emprego formal com a volta do crescimento da economia. Quando há demissão de trabalhadores, há o crescimento do trabalho informal, mas vai ter uma hora que não vai ter espaço nem para o informal e em algum momento vai estacionar. Se a situação continuar crescendo, é muito ruim, porque os empregos informais não têm as garantias do trabalho formal”, pontuou o economista Luis Moura.

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