09/07/2018 as 11:53

Morar Bem

Relatório aponta crescimento de vendas e queda da oferta no primeiro trimestre

CBIC analisou dados de comercialização e lançamentos de imóveis residenciais verticais em 23 regiões brasileiras.


Relatório aponta crescimento de vendas e queda da oferta no primeiro trimestreFoto: Divulgação

O relatório CBIC de acompanhamento dos indicadores do mercado imobiliário, compilando dados de comercialização e lançamentos de imóveis residenciais verticais em 23 regiões brasileiras, aponta alguns notáveis resultados do 1° trimestre de 2018, quando da comparação com o mesmo período de 2017. Como destaque, houve expressivo crescimento de 22% nas vendas de unidades residenciais na comparação dos trimestres. O aumento nas vendas foi puxado especialmente pelas regiões Centro-Oeste e Sudeste, que, na mesma comparação, cresceram 62,6% e 26,3% respectivamente.

Os lançamentos imobiliários, por sua vez, operaram movimento contrário: queda de 30,7% em unidades lançadas na comparação trimestral, com todas as regiões administrativas brasileiras lançando menos. As unidades lançadas totalizam pouco mais de 10 mil unidades, possivelmente indicando uma retomada mais lenta do que o esperado no crédito imobiliário.

Como consequência destes dois fatores, o maior volume de vendas e o menor volume de lançamentos, a oferta final, isto é, os níveis de estoque de imóveis de fato disponíveis para a comercialização, apresentou mais uma redução expressiva de 14,8% na comparação trimestral. Trata-se da continuidade de uma tendência, pois os últimos quatro trimestres avaliados também apresentaram essa redução na oferta comparativa.

Assim, pode-se avaliar que, de fato, os níveis de estoque do mercado imobiliário brasileiro – representado pelo mercado residencial de apartamentos nos principais mercados avaliados – não indicam a oferta como um fator de preocupação. Ao contrário: avalia-se que, na medida em que a recuperação econômica venha a ser sustentada pode mesmo ocorrer crescimento de preços pela maior pressão da demanda e os níveis relativos baixos de novas ofertas (lançamentos) e de oferta final disponível. Essa queda de oferta é verificada em todas as regiões brasileiras.

Assim, o relatório do primeiro trimestre de 2018 dos Indicadores Imobiliários CBIC indica que, seguindo-se a lógica dessa primeira avaliação, ou seja, com crescimento de vendas em ritmo bem superior ao de lançamentos de novas ofertas, continuará a ocorrer o consumo de estoques, favorecendo a recuperação gradual do preço. Naturalmente, parte da retração de lançamentos pode-se dever não apenas ao crédito mais moderado, mas ao próprio cenário de retomada incerta e ao contexto político indefinido. Há uma possível oferta represada, o mesmo acontecendo com parte da demanda. A perspectiva para 2018 continua favorável na comparação com 2017, devendo os próximos relatórios tornar mais claro o quadro imobiliário nacional, no contexto da recuperação lenta da economia brasileira.

EM SERGIPE

Diante do novo relatório da CBIC, Henrique Côrtes, presidente da Associação dos Dirigentes das Empresas do Mercado Imobiliário de Sergipe (Ademi/SE), faz uma análise positiva sobre o atual momento do mercado imobiliário brasileiro. Para ele, já é um forte indício do reaquecimento do setor. “É alentador verificarmos que, em algumas regiões do nosso País, já se verifica um reaquecimento. Como falei em outra ocasião, acredito em um reaquecimento lento, porém crescente. Então, verificar que está se concretizando, é ótimo”, afirma.

E quanto ao cenário mercadológico em Sergipe? Henrique revela que já possível perceber pequenas mudanças de fato, mas, por enquanto, apenas em um segmento da indústria imobiliária: a que envolve os empreendimentos voltados aos adquirentes que se encaixam no programa habitacional do Governo Federal. “Tenho visto movimentação no segmento enquadrado no Programa “Minha Casa, Minha Vida”. Nos demais segmentos, ainda não observo movimentação”, avalia.

Apesar dessa constatação nada animadora, o presidente da Ademi/SE tem boas expectativas quanto ao mercado quando leva em conta os indicadores apontados pelo novo Relatório da Câmara Brasileira da Construção. “Mantenho meu discurso otimista. E à luz desses indicadores, só reforçam este pensamento”, assegura.