07/12/2018 as 11:12

Imóveis

Lançamento de residenciais sobe 30% e vendas, 23%

Neste terceiro trimestre, foram lançadas 21.463 unidades e vendidas 26.187 em comparação ao mesmo período de 2018.


Lançamento de residenciais  sobe 30% e vendas, 23%

Os meses de julho, agosto e setembro de 2018 apresentaram um crescimento de 30,1% nos lançamentos e de 23,1% nas vendas de imóveis residenciais, em comparação com o mesmo período de 2017. Sinais de otimismo para o mercado, os dados divulgados hoje, em São Paulo, integram a rodada do terceiro trimestre do estudo Indicadores Imobiliários Nacionais, desenvolvido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) em correalização com o Senai Nacional. “Cada dia mais, consolidamos esse estudo como um grande índice para o mercado imobiliário brasileiro balizar os negócios e as políticas públicas”, destacou José Carlos Martins, presidente da CBIC.


Para Celso Petrucci, presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da CBIC, os números reforçam a expectativa positiva da entidade com o ano de 2019. “A gente está esperando que o crescimento do País seja significativamente maior do que o crescimento de 2018. Não temos muitas dúvidas de que o mercado imobiliário tem demanda para os próximos anos. Dá para trabalharmos os próximos cinco, dez anos com um crescimento flat de 10%, 15% ao ano”, afirmou Petrucci.


Neste terceiro trimestre, foram lançadas 21.463 unidades e vendidas 26.187 em comparação ao mesmo período de 2018. Em relação ao segundo trimestre deste ano, houve quedas de 17,4% dos lançamentos e retração de 12,3% nas vendas. A oferta final apresentou uma queda de 4,6% em relação ao trimestre anterior e uma queda de 13,8% em relação ao mesmo trimestre de 2017.


Outro destaque do estudo foi o papel do “Minha Casa, Minha Vida” para o cenário brasileiro, representando 51% dos lançamentos, 51,3% das vendas e 37,7% da oferta final no período. “O programa entrou em operação real no final de 2009. Até então, ele não existia como mercado e, hoje, é protagonista no mercado imobiliário nacional”, apontou José Carlos Martins. “Então, é importante o governo atuar como regulador, criando programas e deixando que o mercado atue livremente, que é isso que tem acontecido nesse programa, do maior êxito, indiscutivelmente”, reforçou o presidente da Câmara.