28/12/2018 as 12:17

Bem-estar

Neuroarquitetura: a construção de ambientes de trabalho saudáveis

Um projeto arquitetônico bem-desenvolvido muda essa realidade e dá sensação de bem-estar aos colaboradores da empresa.


Neuroarquitetura: a construção de ambientes de trabalho saudáveis

Aquela luz que arde os olhos, o barulho que atrapalha a concentração e a sensação de estar isolado do mundo, sem saber se está sol ou chuva. Passar pelo menos oito horas em um ambiente de trabalho assim pode de ser um risco à saúde. O resultado é alto nível de estresse e queda na produtividade. Um projeto arquitetônico bem-desenvolvido muda essa realidade e dá sensação de bem-estar aos colaboradores da empresa.

A arquiteta Priscilla Bencke, especialista em ambiente de trabalho e qualidade corporativa, diz que o espaço físico afeta diretamente as pessoas. Se forem mal projetados, prejudicam a saúde física e mental. Priscilla vai buscar na ciência elementos que possam embasar os projetos dela: é a neuroarquitetura. “É um termo popular que surgiu para conceituar o estudo de duas ciências, a arquitetura e a neurociência. Hoje, costumamos chamar de neurociência aplicada à arquitetura. Já há pesquisas com neurocientistas, comprovando como o ambiente físico impacta no cérebro das pessoas e, consequentemente, nas emoções e no comportamento delas”, explica a arquiteta.

Uma das questões trabalhadas pela especialista é a ergonomia dos móveis. Ela ressalta que trabalhar o dia todo numa cadeira inadequada, por exemplo, resulta em dor nas costas, que pode se tornar crônica e virar doença. Outro problema é o ruído, que desconcentra as pessoas. Por isso, o isolamento acústico é interessante. E até a cor das paredes pode influenciar. “As cores dão sensações de temperaturas. Pesquisas demonstram que tons mais azulados e esverdeados estimulam a tranquilidade, para uma atividade que exige concentração, por exemplo. Já vermelho, laranja e amarelo dão, visualmente, sensação de calor”, diz Priscilla.

Iluminação
O ser humano precisa ter contato com a luz do sol para regular o relógio biológico. Uma série de substâncias químicas são produzidas pelo corpo a partir da cor da luz solar. Por isso, é importante saber quando é meio-dia, com a luz mais branca, que deixa as pessoas ativas, e quando é fim de tarde, com o tom amarelado do pôr do sol, que estimula a produção de melatonina e o corpo começa a relaxar.

“Uma pessoa que trabalha dentro de um ambiente que não tem janela começa a desregular completamente o organismo dela. A iluminação afeta diretamente a saúde, o humor. É importante que as pessoas tenham contato com a luz externa. Quando isso não é possível, existem sistemas de automação de luz artificial que conseguem alterar a temperatura (cor) da luz e simular o sol. É uma estratégia”, esclarece.


Outra dica é apostar na vegetação. Afinal, todos os elementos que vêm da natureza têm impacto positivo no ser humano. “Precisamos dessa conexão com elementos naturais para nos sentirmos bem. Pode ser uma planta, madeira, revestimentos de pedra. E até questões que simulem, como um painel com paisagem, por exemplo”, afirma a arquiteta. (Fonte: ZAP em Casa)











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