28/12/2018 as 12:20

Reequilíbrio

Construção civil deve crescer 1,3% em 2019

Esta projeção leva em consideração a expectativa de uma política econômica de reequilíbrio das contas públicas


Construção civil deve  crescer 1,3% em 2019

O Sindicato da Construção de São Paulo (SindusCon-SP) estima que o Produto Interno Bruto (PIB) da Construção se elevará em 1,3% em 2019. Este resultado, porém, dependerá do crescimento de 2,5% do PIB nacional no próximo ano. Os dados foram calculados pela Fundação Getúlio Vargas a pedido do sindicato paulista.


“Esta projeção leva em consideração o início de uma retomada no segundo semestre e a expectativa de uma política econômica de reequilíbrio das contas públicas, reforma da Previdência e desburocratização para empreender”, explica José Romeu Ferraz Neto, presidente do SindusCon/SP.
Com base nos dados do PIB do terceiro trimestre divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) recentemente e alta de 0,7% na construção, a estimativa é de que o PIB da construção em 2018 deve fechar em -2,4%. Ainda segundo o IBGE, a taxa acumulada até setembro do PIB da construção é de -2,6%.

Apesar do cenário negativo, o ano indica uma leve melhora, com aumento nos lançamentos e vendas, redução de distratos, crescimento do crédito imobiliário e redução no número de demissões. “A retomada tem sido lenta, mas estamos progredindo”, acrescenta Romeu Ferraz.


Para 2019, o economista elencou os fatores positivos para a expansão do setor: inflação dentro da meta, baixa taxa de juros real, empresas com capacidade ociosa, o efeito “lua de mel” que marca os primeiros anos de um novo governo e a elevação das expectativas. Contudo, também ressalta a persistência de aspectos negativos: incertezas sobre a capacidade de aprovação das reformas, a crítica situação fiscal da União e dos Estados e um cenário externo com perspectiva de desaceleração do crescimento econômico.

Para o professor Robson Gonçalves, com a mudança do governo federal eleito no modo de fazer política e o desconhecimento em relação a determinados temas, abre-se o caminho para que a construção civil se organize e apresente propostas. Segundo ele, ou a sociedade civil contribui com subsídios para o governo ou 2019 acabará sendo mais um ano perdido.


De acordo com Robson Gonçalves, deverá haver empenho governamental na área das concessões e abertura para propostas em relação ao fomento da política habitacional. Quanto à possibilidade de sucesso, só o tempo dirá se a condução da política resultará em aquecimento da economia e, consequentemente, da atividade da construção (Fonte: SindusCon/SP).











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