07/06/2019 as 09:50

Segurança

Portaria remota: cresce procura em Aracaju

Gestores de condomínios e empresas demonstram interesse por soluções tecnológicas para portarias.


Atraídos pela segurança e redução de gastos, cada vez mais gestores de condomínios e empresários buscam informações sobre o serviço de portaria remota em Aracaju. Em tempos de crise, muitos já têm optado pelo gerenciamento de portarias à distância, dispensando a presença de profissionais no setor. Eles cedem espaço para recursos tecnológicos, como sistemas de biometria, chaves de acesso e QR Codes, interfones e câmeras, controlados por meio de funcionários em uma central de atendimento.

Marcell Silva, gestor da Porter Aracaju, destaca que a procura pelo sistema de automação inteligente para condomínios já aumentou mais de 40%. Com a alta na demanda, a empresa pretende estender os serviços para outras cidades do Estado. “Temos hoje 1.600 usuários utilizando nossos sistemas diariamente e registramos mais de 10 mil atendimentos de interfone por mês nos condomínios”, pontua Marcell.

Célio Alves, sócio-proprietário da SafeCondo, informa que além dos condomínios que já atende na capital, há cinco contratos praticamente concretizados. São duas empresas: um banco e um hospital; e mais três condomínios. “Devido à procura vamos nos mudar para uma nova sede, mais ampla; e vamos contratar mais funcionários”, revela.


O gestor garante que os gastos nos condomínios após a implantação da portaria remota podem reduzir em até 50%, uma vez que não haverá despesas com pessoal nem gastos com ações trabalhistas. Germano Vasconcelos, síndico do Edifício Construtor Jesuíno Maciel, efetuou o contrato com a SafeCondo, justamente visando à economia. “Como a gente tem um condomínio com poucas unidades, o custo do condomínio estava muito alto, principalmente por causa do pessoal da portaria. Os condôminos se sentiram seguros e resolvemos apostar nessa nova modalidade. A instalação está sendo finalizada e a partir de julho já vamos estar operando com essa portaria, dando um bom retorno ao condomínio”, relata.


Em relação à segurança, Célio Alves defende que a portaria remota permite maior proteção de dados e inibe ataques, e ações criminosas, com funcionários sendo rendidos. A SafeCondo também realiza rondas preventivas e disponibiliza alarmes.

Tecnologia
Cada empresa destaca as tecnologias e os aplicativos que usam para implantar uma portaria remota. Nesse cenário, os diferenciais se sobressaem. A SafeCondo disponibiliza um display de atendimento, de áudio e imagem, que permite aos usuários visualizarem o profissional que está liberando a entrada.

“Nós, brasileiros, gostamos de ver o produto que estamos comprando. Diante disso, surgiu a necessidade de implantarmos um formato diferente do que já existe no mercado. Não é somente acionar um único botão para ter acesso ao espaço, mas também visualizar e certificar quem está liberando a entrada. Transmitindo mais tranquilidade e segurança. Contamos também com um aplicativo completo por meio do qual todos os adquirentes têm a permissão de visualizar as câmeras implantadas no local”, afirma Célio Alves.

Para o bom funcionamento, as portarias remotas dependem de energia e conexão com a internet. O que deixa algumas pessoas inseguras em relação ao serviço “Nós instalamos ‘nobreaks’ para segurar a energia até o retorno, que geralmente não passa de uma ou duas horas, sendo que alguns condomínios possuem geradores”, pontua Célio Alves.

Em relação à internet, Marcell Silva, da Porter, dá uma dica. “O que fazemos é link dedicado de fibra óptica e link dedicado de radiofrequência sem fio, não dependendo de terceiros; evitando quedas e paradas do sistema. Portanto, quem vai contratar deve investigar se é remota ou virtual. Existe diferença entre os serviços”, alerta o gestor.

Mercado
A portaria remota também traz um debate em relação à substituição de funcionários por soluções tecnológicas e como isso pode afetar os profissionais que atuam como porteiros. Ricardo Barreto, diretor-executivo da Nordeste Condominial, empresa especializada em gestão contábil e financeira, reconhece que portarias remotas têm despertado a curiosidade de muitos clientes, mas acredita que ainda que vai levar um tempo para uma maior adaptação.


“O que percebemos é que a cultura de uma portaria orgânica insiste em prevalecer, no entanto, alguns clientes já manifestam interesse em conhecer a ferramenta. De acordo com nossas análises, o acesso facilitado por meio de tecnologia efetivamente deve aparecer nos próximos quatro anos, haja vista o amadurecimento da oferta e consequente adaptação dos condomínios”, analisa Ricardo Barreto.


Para o diretor da Nordeste da Condominial, a cultura de um condomínio pode ser um fator impeditivo para a adesão da portaria remota. De fato, muitos moradores podem apresentar resistência à novidade. “Insta salientar que nenhuma atividade é insubstituível, o que se tem em questão são as atuações de cada um. Observando-se a humanização de um atendimento temos variáveis importantes: cortesia, atendimento personalizado, ajuda, etc. Caso o condomínio queira discutir estes e outros valores que são abstratos, pode sim partir para a mudança de cultura”, avalia Barreto.