24/07/2018 as 10:03

Municípios

21ª Missa do Cangaço será celebrada na Grota do Angico no próximo dia 28

Celebração marca o 80º aniversário da morte de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.


21ª Missa do Cangaço será celebrada na Grota do Angico no próximo dia 28Foto: Divulgação

No próximo dia 28 de julho será realizada a 21ª edição da Missa do Cangaço, celebração que acontece no Monumento Natural Grota do Angico (Mona) − unidade de conservação gerida pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), na divisa dos municípios de Poço Redondo e Canindé de São Francisco, Sertão do Estado. O evento, que tem início às 8h, marca o 80º aniversário da morte de Virgulino Ferreira da Silva, popularmente conhecido como Lampião, executado na grota ao lado de sua esposa, Maria Bonita, e de seu bando, depois de emboscada policial.

Organizado pela neta de Lampião, Vera Ferreira, e integrantes do Museu do Cangaço, com apoio logístico da Semarh, o ato contará com a presença do secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Olivier Chagas, além de moradores locais, amantes do cangaço, professores, alunos e pesquisadores de diversas partes do Nordeste.

Assim como acontece todos os anos, a Semarh vai disponibilizar um ônibus, que sairá de Aracaju, para levar as pessoas que queiram participar do evento.

As prefeituras de Poço Redondo e Canindé de São Francisco vão oferecer um café da manhã nordestino, na sede do Mona, além de melhorar as estradas que dão acesso à unidade de conservação.

Morte de Lampião

O bando de Lampião acampou na fazenda Angicos, Sertão de Sergipe, no dia 27 de julho de 1938. A área era considerada por Virgulino como de extrema segurança, longe das vistas das forças policiais. Mas na manhã do dia seguinte, os cangaceiros foram vítimas de uma emboscada, organizada por soldados do estado vizinho, Alagoas, sob a batuta do tenente João Bezerra. De acordo com pesquisadores, o combate durou somente 10 minutos.

Grota do Angico

O Monumento Natural Grota do Angico foi criado pelo governo do Estado há nove anos. Desde a sua criação, a unidade é administrada pela Semarh e recebe visitantes de várias partes do Brasil e do exterior, para a realização de estudos e pesquisas científicas. Além de abrigar o local da história do Cangaço, representa a única unidade de conservação estadual do bioma caatinga.