30/07/2018 as 08:50

Municípios

Seca ainda é realidade na zona rural

De acordo com a Defesa Civil de Sergipe, onze municípios já decretaram situação de emergência.


Seca ainda é realidade na zona ruralFoto: Jadilson Simõesw/Equipe JC

Entra ano, sai ano, e infelizmente o cenário de estiagem e seca na zona rural de Sergipe é constante. Prova disso é a grave perda da safra de milho e feijão registrada no sertão e agreste nas últimas semanas. Além disso, muitos dos reservatórios de água doce secaram ou estão em estado crítico, em pleno inverno. A situação mais grave é no alto sertão, em que os reservatórios de água estão esgotados, como é o caso de Porto da Folha, Poço Redondo, Gararu e Canindé. Nesses locais, a estiagem prejudicou a agricultura no sertão em quase totalidade e por extensão a pecuária, região da maior bacia leiteira do estado.


Tal realidade faz com que os municípios necessitem de um suporte dos governos federal e estadual para amenizar os efeitos da seca nas comunidades do interior. De acordo com o major Queiroz, da Defesa Civil de Sergipe, 11 municípios já decretaram situação de emergência. São eles: Nossa Senhora da Glória, Pinhão, Nossa Senhora Aparecida, Carira, Tobias Barreto, Monte Alegre de Sergipe, Canindé de São Francisco, Frei Paulo, Gararu, Porto da Folha e Poço Redondo, afetando 210 mil pessoas.


“Hoje, o Governo do Estado está atendendo aos municípios de Porto da Folha, Gararu e Poço Redondo com a Operação Carro Pipa, destinando um total de onze caminhões. Geralmente os desastres são causados por estiagem e seca. O primeiro decreto é por estiagem, depois prorrogando esse decreto, ela vira seca. A estiagem dura seis meses, depois disso, a gente decreta por seca, que é a estiagem prolongada”, explica Queiroz, acrescentando que os outros oito municípios são assistidos pela Operação Pipa do Governo Federal, com verba federal pelo exército.


“Todos os onze municípios são atendidos pelo exército, só que prioritariamente o Governo do Estado está atendendo a esses três municípios por entender que o desastre é mais acentuado nesses locais, por isso estamos dando também o suporte estadual, além do federal que já é dado em todos os onze afetados. Os outros oito só são atendidos pelo Governo Federal até a última determinação do Governo do Estado”, complementa.


Major Queiroz pontua ainda que esses onze municípios estão sendo atendidos porque encaminharam processo ao Sistema Integrado de Informação sobre Desastres, via online. “Nós da Defesa Civil recolhemos as informações, ajudamos os municípios a decretar situação de emergência, como também, fazemos o assessoramento desses municípios para que eles não percam a ajuda complementar do Governo Federal para ações de entrega de água. Todos os municípios atendidos têm que passar pela Instrução Normativa 02, que são os procedimentos para que seja reconhecida a situação de emergência pelo Governo Federal, em Brasília. Se eles atingirem essas determinações da IN 02, é decretada a situação de emergência. A homologação da situação de emergência é via estadual e o reconhecimento é via federal”, conclui o major.

 

Nayana Araujo/Equipe JC